Uma anedota mal contada
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A história portuguesa, como, aliás, são normalmente, todas as histórias nacionais, foram sempre dominadas por objectivos económicos. E se há exemplos flagrantes dessa influência, eles existem, com total evidência, na descrição de todo o nosso destino pátrio. Depois de consolidadas as fronteiras, D. Diniz (O Lavrador) foi o primeiro Rei a pensar em termos económicos para o futuro, planeando e executando a florestação das matas (Pinhal de Leiria), idealizando, talvez, que delas havia de sair a madeira para a construção das caravelas que contornaram o “Cabo das Tormentas” e devassaram o Índico. n TORDESILHAS: Foi no pico desse lapso de tempo que floresceu a economia, com base na agricultura e no mar, e se deram os passos fundamentais para a gesta dos descobrimentos que, mais tarde, nos levaram ao Tratado de Tordesilhas, onde, com a Espanha, combinámos a divisão do Mundo e Lisboa era a rainha do comércio da Europa. Mais tarde, com o ouro que do Brasil nos veio, foi tal a euforia que o nosso rei enviou ao Papa uma embaixada com ofertas de tão grande magnificência que o líder do Vaticano – autoridade máxima em Itália, publicou uma aula (lei) que dava aos portugueses o direito de permanecerem naquele país com todas as despesas graciosas! Esta benesse, por invulgar, levou os italianos a cognominarem os portugueses de “borlistas”. Infelizmente, porém, somos forçados a pensar que nunca tivemos engenho e arte para tirar proveito duradouro destas situações e fazer delas os alicerces de um grandioso futuro, que esteve ao nosso alcance. Como burgueses, foliões e romeiros, cansados da festa, depois desta deitámo-nos a dormir, esquecendo a obrigação de trabalhar. n FMI: E assim aconteceu em 1974 quando, depois dos vergonhosos abusos de violência, vieram as pilhagens da “reforma agrária” e das nacionalizações que, com a “descolonização exemplar”, nos obrigaram a, por duas vezes, para evitar a “bancarrota”, termos de implorar a ajuda do FMI, quando a inflação era superior a 50% e os bancos (nacionalizados) chegaram a cobrar juros a 66,6%. O desgraçado pedia mil e o banco ficava logo com quatrocentos. Situações semelhantes aconteceram com os milhares de milhões que nos mandou a Europa, desbaratados em situações de incríveis abusos, com autênticos roubos, aos quais davam outros nomes, como formação profissional, que serviu para delapidar milhares de milhões, dos quais se aproveitaram milhares de oportunistas (só?,) desde empresários, sindicatos, associações de classes e muitos mais, que ainda continuam com a mesma sorte, para mal dos contribuintes. Inventaram-se subsídios para formações que nunca existiram mais do que de nome, pagaram-se cursos que servem só para estatísticas, outros que em nada aumentaram o valor dos que receberam diploma e outras regalias, cujos objectivos foi esconder a verdade e conquistar votos. n BANCOS: Toda a gente sabe e fala destas anomalias mas, os Governos (todos) foram fechando os olhos e ouvidos e até o actual tem largas culpas, pois muitos destes vícios e abusos continuam. Na década 1990/2000, com a criminosa actuação dos bancos e as dolosas omissões do Banco de Portugal e do Governo, foram, a origem mais visível da crise actual, porque os bancos, abusando do dinheiro que não era seu, quase obrigavam os incautos aceitarem empréstimos para habitação que englobavam carro, mobília e viagem de férias, etc., e, assim, levaram à miséria centenas de milhares de famílias e colocaram-se, eles próprios, na ante-câmara da falência. Decididamente, os portugueses não sabem, quando tem esses benefícios, usar o dinheiro e a liberdade, deixando-se facilmente embriagar. O que antes se escreve, foi pensado para justificar o título deste escrito e afirmar, convictamente, que a crise (externa e interna) têm a mesma origem, e os autores são os mesmos: os governantes que, dramaticamente para os povos, se esqueceram dos seus deveres e, para conquistar o voto que lhes confere o mando e as concomitantes regalias, dizem o que não sentem, prometem e fazem o que não deviam fazer, gastam o que não deviam gastar completando este quadro negro, uma Constituição desfasada das realidades e um Tribunal Constitucional politizado, duas obras primas dos políticos, à cabeça dos quais, como maiores culpados: o PS e o PSD. O nosso povo tem um adágio que diz: “Quem as faz que as desmanche”. Está na hora de cumprir o adágio e de o PS dar o seu aval às modificações, e são muitas, da Constituição e Tribunal Constitucional para que o país seja passível de boa governação e, com ela, se possa pensar, a sério, na de todos desejada organização social. Só assim será digno das teorias que defende!!! Aleluia por uma réstia de esperança nascida no dia 25 (eleições Europeias ) que marcou, no calendário, o tempo novo que há-de vir no futuro político. Naquele dia, um cidadão marcado e desamparado, só porque lutava contra os partidos do poder, conquistou-lhe todos os seus votos e foram muitos, pois conseguiu eleger dois deputados. n RAZÕES: O que acabo de dizer é o que talvez mais de 80% dos cidadãos sabem mas não dizem: uns por interesses outros por falta de coragem e, outros ainda, porque não têm capacidade de o fazer. E estas são as três razões fundamentais que obrigam a minha consciência a dizer as verdades que doem, mas são importantes. Esta foi a missão que o destino me impôs para “este tempo” da minha vida, reactivando-me a memória, dando-me a satisfação de Servir e, incentivando-me a fazê-lo, com três objectivos tão gratos aos meus sentidos: o amor, a verdade e a justiça. n ALMEIDA ROQUE
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