Opinião: O senhor dr. Breda
Noticias Relacionadas
No existem notcias relacionadas a este assunto
É certo que 90% das ocorrências da vida corrente desaparecem da nossa memória ao fim de uns dias, semanas, meses e, já mais raramente, ao fim de uns anos se mantém na nossa ribalta mental. Outras há, contudo, que se mantém, porventura com alguma “patine”, perdendo brilho com o decorrer dos decénios, mas sempre capazes de, a todo o momento, serem chamadas e serem vividas pelas marcas que nos deixaram para sempre. Há 50 anos que o Dr. Breda faleceu, mas mantém-se entre nós, tantos foram os exemplos de abnegação, de competência, de vivência exemplar na sua conduta profissional, política, de entrega aos que sofriam, com disponibilidade permanente para os socorrer sem olhar a cansaços. O Dr. Breda tinha, no seu consultório, um quadro de Pasteur, com o seu retrato que, a ambos servia de lema de conduta e que dizia: não se pergunta a um doente (malheureux): “De que país és tu?“. Diz-se-lhe: “Tu sofres, isso é suficiente. Tu pertences-me e eu te aliviarei!”. Assinado, Louis Pasteur! Copiei-o, ampliei-o e distribuí-o em vários locais por onde tenho trabalhado profissionalmente, especificamente no Hospital de Aveiro, no meu consultório, na Misericórdia, em Águeda e Barrô. Não convivi muito com ele, dada a diferença de idades; eu, a começar a vida clínica e o senhor dr. Breda a abandoná-la, mas o suficiente para ver nele da luz que nos ilumina. São 50 anos passados, mas parece que foi ontem que nos deixou. Perpectuamos-lhe a sua memória, já denunciada em várias notas nos nossos semanários. Por ele, com ele e nele, continuamos o trabalho da nossa Santa Casa da Misericórdia de Águeda. A 10 de Junho, será de novo lembrado, às 10,30 horas, no cemitério onde repousa, em Barrô, seguido de celebração eucarística na sua casa, que nos legou e onde está sempre vivo e sempre presente com mais uma placa alusiva à efeméride. Por ele, esteja connosco nesse dia e sempre. n AMORIM FIGUEIREDO Provedor da Misericórdia de Águeda
713 vezes lido
|