À conta de Hollande...
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Encantaram-me os comentários do PS sobre as últimas eleições em França. Como dizia o outro, não ouvi, não vi, não li, mas gostei muito. É isto que os políticos têm de bom: esquecem quando lhes não vai de feição. E, já agora, os respectivos partidos na mesma linha. Por essas e por outras é que o meu sentido de humor vem ao de cima quando me deparo com os “acabo com isto, com aquilo, e com mais que esteja em vigor” e os “farei tudo ao contrário, reestruturarei a divída, o país, os portugueses e o mais que adiante se verá”, do simpático dr. Seguro… Passe algum exagero, parece um autêntico “grito do Ipiranga”. Só que o “liberal” (e ponho a palavra entre aspas, porque o 1º. Imperador do Brasil, rei Pedro IV de Portugal, sempre me pareceu mais digno desse nome e nos costumes que nas ideias e nas acções) filho da absolutista Carlota Joaquina, acabou por perder - digamos assim - o Brasil e Portugal de uma penada. Passou o Império a um quase bebé, seu filho legítimo, e a Coroa à muito… jovem filha primogénita, Maria da Glória, também legítima… Mandou o irmão (legítimo?) Miguel, pastar para Viena de Áustria, depois de uma sangueira medonha de parte a parte e acabou por morrer ainda novo, que a sua vida foi bem vivida!, em Paris onde calculo que subsistisse dos rendimentos da nossa então embaixada. Quem sabe, não se importaria de “usurpar” o trono à filha, caso as monarquias europeias, suas contemporâneas, o tivessem em melhor conta… Em melhor conta não fico eu que já fui e voltei ao Brasil do século XIX…a propósito dos bons falares do dr. Seguro!! Podem, legitimamente, dizer-me que já não digo coisa com coisa… * Preocupante não foi o que aconteceu ao senhor Hollande, lá na França. Preocupante foi o avanço da extrema-direita no mesmo país. As extremas, de um lado e de outro, são pesadelos que é bom evitar, enquanto estamos acordados. Se adormecemos, podemos acordar vivos mas já com o inferno à vista. A propósito: já alguém se lembrou de cortar o cabelo à imagem e semelhança do “querido líder” da Coreia do Norte? Por lá, é obrigatório…
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