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Memória: Valdemar Cardoso Alves

por Redacção Soberania em Abril 16,2014

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Valdemar Cardoso Alves, o primeiro presidente eleito da Câmara Municipal de Águeda, faleceu a 14 de Abril de 2014, vítima de doença, aos 78 anos.

As eleições autárquicas de 1976 surpreenderam a comunidade local: o candidato do PPD/PSD à presidência da Câmara era um desconhecido licenciado em Direito, natural de Santa Valha (Valpaços) e ligado a Águeda pelo matrimónio em Belazaima do Chão. Foi eleito.
Concluíra o curso como voluntário e, no currículo, mostrava sacerdócio no ensino particular (em Alcácer do Sal e Mondim de Basto, onde foi director do Colégio). Aqui, passou ao ensino oficial, fundou o Centro de Recreio Popular, foi presidente da direcção dos Bombeiros Voluntários e do Mondinense Futebol Clube e vice-presidente da Câmara, até que foi colocado na Caixa de Previdência de Aveiro - onde, após o 25 de Abril, foi eleito para o Conselho Consultivo e Comissão de Trabalhadores. Exercia estes cargos quando, a 12 de Dezembro de 1976, ganhou a presidência da Câmara Municipal de Águeda.
Cumpriu o mandato de 1977/79 e, neste ano, foi eleito presidente da Assembleia Municipal e deputado da Assembleia da República. Lá voltou na quarta (1985/87) e na quinta (1987/89) legislaturas.
Director da Administração Regional de Saúde de Aveiro, presidiu ao Centro Social de Belazaima e emprestou-se com entusiasmo e dedicação ao movimento associativo.
Homem de cultura, em Dezembro de 2012, editou “Sons do meu Búzio”. As letras, o engenheirar de palavras, o rimar de sons e imagens, sempre foram paixão do menino das serras transmontanas, que cresceu e galgou as léguas do mundo, se fez homem público, autarca e deputado prestigiado, sacerdotando empenhos para que o país, e Águeda, fossem melhores.
A morte surpreendeu este  homem bom, homem de serviço público (de dar, sem pedir), de fino trato e disposição contagiantes. O funeral realizou-se na tarde de 15 de Abril de 2014, para o cemitério paroquial de Belazaima do Chão. A Câmara decretou um dia de luto municipal e o PSD expressou voto de pesar.


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