Votar ou não votar?
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A avaliar pela recente conferência de imprensa dos responsáveis máximos da Câmara e Associação Empresarial (AEA), não se vislumbra luz ao fundo do túnel, quanto à execução da via rápida Águeda--Aveiro, novo nó na auto-estrada e ligação melhorada a Coimbra, ficando-se os intervenientes por “exortar os aguedenses e empresários a manifestarem-se, no site www.ieva.pt, do grupo de trabalho para as Infra-estruturas de Elevado Valor Acrescentado (GT IEVA), em defesa da importância e urgência destas obras. Como se sabe, este GT desenvolveu os seus estudos dentro dos limites impostos pela União Europeia, ao novo pacote de parceria 2014/2020, onde é quase proibitivo propor-se mais “alcatrão” para o país, colocado que está, Portugal, no topo da tabela de “mais auto-estradas por habitante”, dentro da Comunidade. Excepção feita à conclusão do túnel do Marão e mais dois ou três projectos, mas que não incluem a via rápida Águeda-Aveiro. Aqui chegados, a este cenário de quase “sem saída”, e depois de tantos anos de promessas falsas, feitas em Águeda ou em Lisboa, por gente pública de todas as cores do “arco do poder”, a pergunta que se impõe fazer será: afinal, como vamos levantar a política de Águeda do “tapete”, neste jogo democrático, sem palavra e responsabilidade, para levar por diante uma obra essencial a centenas de empresas e à vida da sua população, libertando a nossa terra de uma malha perigosa de obstáculos, onde parece que alguém, ou alguns, a querem afundar? Ora, se bater à porta do governo parece ser uma perda de tempo, apresentar queixa no Largo do Rato, ao PS, seria inconsequente: os socialistas são oposição e tem nesta obra culpas acrescidas no “cartório”: colocaram a “placa” na rotunda, mas não a levaram avante! Pedir auxílio à CIRA (Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro), de Ribau Esteves? Ultimamente, não se tem visto o presidente da CIRA acompanhar os protestos aguedenses, mais atento e interessado que andará, provavelmente, com as obras do Parque de Inovação de Aveiro, ligado à Universidade, com obras adjudicadas em Ílhavo, em Fevereiro último e na ordem dos 26,5 milhões; e nas reuniões da plataforma A25 (Aveiro-Viseu-Guarda-Salamanca), relativas ao eixo rodo-ferroviário E80, ligando o porto de Aveiro aos eixos europeus de transporte. Por tudo isto, Águeda vai ter que contar consigo própria e é chegado o tempo de um sinal público e nacional de protesto, na defesa dos seus direitos, no respeito de uma história de séculos, em que os aguedenses souberam contribuir, mais do que muitos outros, para o desenvolvimento da região e do país! Votar ou não votar nas próximas eleições europeias é uma “arma” disponível, que não deve ser desvalorizada pelo poder local, quando graves razões se apresentam a condicionar o nosso futuro colectivo. O de todos nós! Talvez com essa ameaça, alguém de Lisboa viesse a Águeda perguntar: afinal, o que era preciso fazer, para que o voto valesse a pena? Boa Páscoa, Beatriz!
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