O Sindicato dos Médicos da Zona Centro (SMZC) reuniu com os médicos do Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV), a pedido destes, que deram conta de várias situações de ruptura.
O SMZC conclui que “a ausência de plano estratégico é ilusória” e que, “na realidade, existe um plano que visa a opressão/redução dos serviços, com o encerramento de uns e a diminuição das capacidades dos restantes”.
“Basta recordar o que sucedeu com o Pólo de Águeda, em que se perdeu o Serviço de Cirurgia, o Serviço de Internamento em Cardiologia, o Serviço de Patologia Clínica, a Farmácia e muitas das valências no Serviço de Urgência”, refere o SMZC.
A direcção do Sindicato denuncia que o Serviço de Urgência de Águeda “é assegurado por apenas dois médicos, desempenhando funções generalistas, com parcos recursos técnicos e meios complementares de diagnóstico” e entende que “poderá existir risco para as populações, uma vez que continua a haver doentes orientados pelo CODU, para a urgência básica de Águeda”.
José Afonso, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV), já reagiu ao comunicado do Sindicato dos Médicos da Região Centro (SMZC), considerando tratar-se de uma posição “muito velha e pouco moderna”.
“O documento do SMZC vai merecer um esclarecimento sério, no que diz respeito à governação médica”, anunciou José Afonso, que se referiu a “uma cassete velha”, que levanta “falsos problemas” e outros que “já têm mais de dez anos”.
O administrador do CHBV lamentou que “o comunicado não contenha propostas”, acusou o SMZC de tomar uma atitude “que não é pró-activa” e repudiou todas as posições que “criem insegurança nas populações”.