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Estratégia: O Hospital e a lição do Comendador

por José Neves em Maro 12,2014

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Águeda e o Hospital voltaram a ser, na última semana, capa da Soberania, desta vez trazendo uma acutilante  mensagem do benemérito Almeida  Roque, quanto à  sua disponibilidade total para a construção, de raiz, de uma nova unidade de saúde e a informação pública, pela primeira vez, de que esse desafio teria sido, há meses e pessoalmente, apresentado ao autarca aguedense dr. Gil Nadais, no sentido da Câmara o acompanhar na concretização desse projecto, com uma verba de cinco (5) milhões de euros e bem assim,  nos “passos a dar” no desenvolvimento e encaminhamento da obra.
Desse modo, defende ainda Almeida Roque, estariam garantidas as condições para o êxito do processo e o ministro da Saúde, Paulo Macedo, não fugiria a recebê-los e até consideraria com bons olhos  a proposta, apesar dos condicionalismos e constrangimentos gerais da política portuguesa actual, por razões internas e externas!
Afinal, Águeda estava a colocar em cima da mesa do ministro uma proposta de contribuição essencial para a materialização de um novo Hospital para o concelho e para a região e ao governo só se pedia que o dotasse de equipamentos e pessoal necessário ao seu pleno e bom funcionamento!
Como se sabe, a Câmara não seguiu esta via e os resultados estão à vista: o diálogo com a administração hospitalar de Aveiro tornou--se hostil e a petição pública apresentada na Assembleia da República ficará, na sua apreciação final, por uma recomendação ao governo, no sentido de não deixar morrer o Hospital Conde de Sucena. A “peregrinação” a Lisboa,  entretanto  promovida pelo executivo camarário, de algumas dezenas de aguedenses, pese embora a sua boa fé e intenção, não trará, infelizmente, os resultados pretendidos.
E é neste quadro em que definha o nosso Hospital e o seu futuro se perspectiva cada dia mais cinzento, que o comendador Almeida Roque vem a terreiro e, frontalmente,  torna pública a sua visão estratégica, de há anos a esta parte, quanto à defesa consequente do Hospital, apresentando uma saída, no seu entender pragmática e viável, assim o queiram também o povo de Águeda e os seus legítimos órgãos autárquicos.
Ora, vinda de quem vem esta proposta e dadas as cirunstâncias de todos conhecidas, da ténue saúde em que se encontra o Hospital Conde de Sucena, este desafio público de Almeida Roque não pode continuar, por mais tempo, na gaveta política da Praça do Município, devendo merecer urgente análise e deliberação em Assembleia Municipal!
Em defesa do Hospital, ninguém deve ficar de fora e quando no seu caminho se apresentam forças qualitativas capazes de lhe dar a mão, sem nada pedirem em troca, não há tempo a perder, nem querelas a obstacularizar!
Em Águeda, um novo Hospital!
É este o desafio do Comendador! Um desafio que vale a pena Águeda vencer!
Vamos a isso, Beatriz?  n JNS.


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