Travassô: 12 de Abril nos Amiais, num amor sem paralelo
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A Orquestra Filarmónica 12 de Abril marca presença, todos os anos, de há mais de duas décadas a esta parte, nos festejos em honra de S. Sebastião, em Amiais de Baixo, numa demonstração inequívoca do carinho que as gentes daquela localidade ribatejana nutrem pela instituição de Travassô.
Helder Filipe Pires (HFP), presidente da 12 de Abril, considera que “esta ligação umbilical da 12 de Abril a Amiais de Baixo é a mais bela prova de que vale muito a pena a dedicação à cultura e às tradições religiosas que, neste caso, as sucessivas comissões de festas de Amiais de Baixo têm sabido preservar”. SP: A 12 de Abril esteve nos quatro dias dos festejos de 2014. Como é que correu? HFP: Correu muitíssimo bem. À semelhança dos outros anos, a população estava ansiosamente à espera da 12 de Abril, para dar o início oficial às festividades, no sábado à tarde. A recepção à Orquestra tem sempre destaque no cartaz e nunca tem menos de 300 pessoas, que fazem questão de nos dar calorosas “boas vindas”. São quatro dias de trabalho intenso, que é “compensado” com reconhecimento e hospitalidade por toda a população da vila. SP: Como é que se explica o amor recíproco de Amiais de Baixo com a 12 de Abril? HFP: A população de Amiais de Baixo é muito afável, de tal forma que nos primeiros anos os músicos ficavam hospedados em casa de amienses. Agora, ficamos no hotel local, mas, com o passar dos anos, os laços foram sempre estreitando-se. Para lá do “trabalho musical”, existe uma forte componente de socialização e confraternização entre músicos e habitantes de Amiais, que se estende inclusivamente aos familiares dos músicos. As pessoas de Amiais fazem questão de convidar todos quantos estejam ligados à Orquestra para as suas casas. A relação que existe é de tal forma forte, que não se limita, nem temporal nem geográficamente, a Amiais de Baixo. São várias as vezes em que, durante o ano, amienses e “12 de Abril” se encontram. Ficamos muito orgulhosos quando as pessoas nos consideram e tratam como família.VER EDIÇÃO SP IMPRESSA
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