Protecção de Crianças e Jovens com 314 processos
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A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Águeda (CPCJA) revelou o relatório de 2013, verificando-se “um aumento significativo de novos processos”.
Estiveram activos 314 processos (em 2011, tinham sido 297 e no ano seguinte 295), 104 transitados e 212 novos casos. O maior número de processos verificou-se nos escalões etários dos 11-14 (51 casos), 15-17 anos (44) e 6-8 anos (41). O maior número de sinalizações tem a ver com alguma das formas de negligência em relação aos cuidados básicos necessários ao desenvolvimento da criança, verificando-se um aumento global e transversal de processos relacionados com a existência da problemática da violência doméstica. Nos escalões dos 11 aos 18 anos, existe um aumento das sinalizações por absentismo e exposição a modelos de comportamento desviante, associado ao consumo de substâncias como o álcool e droga. As situações de sinalização encobrem diversas formas de negligência depois de analisadas. Os casos mais traumáticos para os técnicos, devido à sua carga emocional, são os abusos sexuais de crianças, abandono negligente de recém-nascidos, maus tratos físicos e psicológicos e inexistência de afectividade, alguma em múltiplas situações. Ao longo do ano passado, cada técnico teve, em média, intervenção directa em 35 casos, e, indirectamente, em todos eles, um número considerado elevado, tendo em conta o tempo disponível para o exercício das múltiplas funções da CPCJ.
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