As virtudes e os defeitos do moderno jornalismo
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A pedido do director da Soberania e meu amigo, António Silva, que me apresentou a jornalista Zulay Costa, colaboradora do JN, dispus--me a responder a algumas perguntas, com a advertência de que só o faria convencido que as minhas frases serviriam para benefício da sociedade! Estranhei que a jornalista não viesse munida de um gravador, utilizando o arcaico apontamento, e, durante cerca de uma hora, falámos de vários assuntos, dos quais a simpática jornalista tomou as notas que entendeu Da entrevista publicada no JN do dia seguinte (01/01/2014) resultaram inexactidões que, certamente, deixaram algumas dúvidas. Como quando diz, no primeiro parágrafo, que eu não encaro as obras sociais que tenho feito como uma obrigação pois, o que eu disse, foi exactamente o contrário: que tudo o que tenho feito pela Sociedade, resulta das minhas obrigações (aliás, como já disse em público centenas de vezes). No segundo parágrafo, diz que a Fundação Família Almeida Roque está a fazer um empreendimento de um milhão e quatrocentos mil euros em Aguada de Baixo, quando essa obra é em Águeda e vai custar cerca de dois milhões e quinhentos mil euros. Ainda no mesmo parágrafo, fala da Escola Profissional mas o que a Fundação Almeida Roque está a construir, em Oliveira do Bairro, é o Instituto Profissional da Bairrada, um projecto de aprendizagem inovador, da minha autoria, que foi adoptado pelo Senhor Ministro da Educação e Ciência, como Projecto Piloto, para o futuro do Ensino Profissional. No penúltimo parágrafo, diz que me exalto com o capitalismo, porque este não acautela o Estado Social, quando eu disse que o capitalismo é, das políticas económicas experimentadas até hoje, a única capaz de criar riqueza que permite, entre outras regalias, um verdadeiro Estado Social, com apoio na doença e velhice mas, para que assim seja, na medida das suas possibilidades, todos os que podem trabalhar, devem dar a sua contribuição! Disse ainda que quando o capitalismo comete abusos reprováveis é aos Governos que compete a sua correcção. Enfim, eu não vou dizer que a simpática jornalista quis deliberadamente atropelar a verdade, mas deturpou-a, pois não deu a sequência devida às minhas declarações, certamente por não ter usado os meios que o jornalismo de hoje tem à sua disposição e que o JN, como diário moderno, bem conhece. Termino, agradecendo ao JN o relevo que quis dar aos meus modestos préstimos e a todos os intervenientes neste pequeno incidente, cujas boas intenções sinto prazer em realçar, creditando-lhe o meu reconhecimento. n ALMEIDA ROQUE
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