A geração da Jota:
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"Irresponsáveis! Miúdos que nunca trabalharam a sério! Estamos entregues a um bando de "putos" que nunca sofreram para ter alguma coisa na vida! São uns rapazolas que sempre viveram à custa dos nossos impostos! Uns incompetentes, que são doutores sem nunca terem ido à Universidade!" O que estava verdadeiramente em "julgamento" era a chamada Geração Jota de políticos, que se sentam hoje no poder: os ativos membros das fileiras das organizações de juventude dos partidos políticos. Os vulgarmente conhecidos como "Jotas". "Um até disse que as dívidas não eram para pagar! Devíamos imediatamente seguir o seu conselho e deixar de pagar aos bancos e ao Estado! Que ricos conselhos de doutor!". "Esse era engenheiro aos domingos!", replicou um dos revoltados homens. "Outro fez birra para lhe darem mais uns tachos, ameaçou demitir-se e conseguiu o que queria! Quanto é que isso custou ao país, a todos nós, que sofremos com as asneiras desses miúdos?". A sabedoria do povo anónimo continua a surpreender pela positiva. Digam-os iletrados e outros mimos, porque não tiveram o benefício de seguirem estudos superiores. Mas, na sua sabedoria, sabem fazer melhores contas que muitos doutores e engenheiros. E facto, quanto custou ao país a "birra" do ministro que se demitiu e depois recuou? Segundo os especialistas, terá custado mais três por cento, durante quatro meses, nos juros que pagamos da nossa gigante dívida (exectuando o empréstimo da Troika). Rondará cerca de 1,5 biliões de euros! Mais do que o Estado paga por ano, com todas as pensões de invalidez! O país político mais maduro, estava suspenso da capacidade dos seus jotinhas para gerir o Estado, quando chegasse o dia. Segundo o julgamento de boa parte do nosso povo, parece que essa capacidade deixa a desejar. Se calhar, o Estado tem que investir em formação para activos, desta vez para os nossos atuais políticos "na idade" de serem governo!? n EC
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