Quatro anos de saudade
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O tempo corre depressa, os problemas do dia a dia são tantos que, sem darmos por isso, somos “cilindrados” pelos acontecimentos. É a crise, a troika e os “troikanos”, o futuro dos jovens, o presente dos seniores, em resumo, o futuro do país. É neste contexto que faço uma pausa neste turbilhão de acontecimentos para recordar o dia 17 de Outubro de 2009. O que seria mais uma actuação do Orfeão tornou-se um pesadelo com consequências dramáticas. Num acidente (porquê?, pergunto) somos atirados para o asfalto duma estrada onde coralistas são vítimas de diversos traumatismos, com consequências ainda hoje evidentes, e de difícil superação. Mas naquele local ficou também, para sempre, a Ana Paula, sem dúvida, a voz da liderança e do dinamismo que estava a ser construído no “novo” Orfeão. A Ana Paula deixou-nos quando tinha tanto para dar ao Orfeão, aos amigos, mas, sobretudo, à sua família. E agora? Passados quatro anos o Orfeão prossegue o seu caminho, honrando a sua memória em cada iniciativa, em cada concerto, recordando o seu sorriso e a sua paixão pelo Orfeão. E porque somos um “Grupo Generoso e Bom” podemos afirmar que o Orfeão de Águeda, a caminho do seu centenário, saberá honrar a memória daqueles que, de forma sincera e abnegada, contribuíram para a sua rica história. n JÚLIO BALREIRA
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