A (falsa) promessa
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Há meses a esta parte, o Hospital de Águeda tem sido a bandeira política dos inquilinos socialistas da Praça do Município, desfraldada até aos limites da crispação e confronto com a administração central de Lisboa e que teve, até, um momento insólito, em plena campanha eleitoral autárquica, naquela deslocação do presidente da Câmara Municipal aguedense a Oliveira do Bairro, para aí protestar junto do chefe do Governo, pelo facto do Ministro da Saúde o não receber em audiência. Ora, sendo certo e inquestionável que o Hospital de Águeda constitui um valor único para a região, e que importa defender, proteger e valorizar por todos e por cada um, não se esgotam nesta instituição a lista de problemas fracturantes que o concelho ainda tem e a exigir, da política concelhia no poder, uma atenção igualmente prioritária, empenhada e não menos decidida! E desde logo viria para cima da mesa aquela tão necessária e prometida obra da via rápida Águeda-Aveiro, já com direito a placa em rotunda de Travassô, mas que a pouca sorte aguedense e a quase bancarrota que as finanças do país atravessam, não permitiu que saísse do papel e visse a luz do dia! Ninguém questionará dos prejuízos permanentes desta falsa promessa política e, muito menos, dos enormes benefícios que a sua concretização traria às nossas empresas, ao novo parque do Casarão e, em geral, à população, nesta que seria uma ligação fácil a Aveiro e às suas plataformas de transporte internas e externas. Está à porta a discussão, em Assembleia da República, do plano e orçamento para o próximo ano. Era, assim, uma boa altura para a Câmara de Águeda se pôr a caminho da capital e lá dar um “murro na mesa”, exigindo ao Governo de Passos Coelho o cumprimento desta promessa que, ao tempo, Sócrates, Mário Lino e Paulo Campos fizeram a todos nós! Não é, Beatriz? n JNS
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