Entre a espada e a parede
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Humana que sou, também, a realidade do presente começa a ser insuportável para mim. Desculpem os compatriotas do outro lado da barreira, mas a Constituição não pode ser um travão permanente a reformas, por muito dolorosas que sejam, que os nossos credores não perdoam que não implementemos. É como se eu me tivesse endividado na banca, com prestações mensais inadiáveis, e pedisse compasso de espera para pagar primeiro ao meu pai a conta do casamento. Tenho de um lado uma banca implacável - a Europa - e do outro a autoridade paterna - o Tribunal Constitucional. Estou entre a espada e a parede! A morte é certa… Respeito o Tribunal Constitucional, tirando aqueles pontos que já aqui foram expostos. Lembro que, salvo erro em 2010, o actual 1º. ministro tinha já dito ser necessária uma revisão constitucional para “despartidarizar” a administração, desgovernamentalizar o país e desestatizar a sociedade”. Neste caso, estou com ele. A Constituição que nos rege tem demasiados carimbos ideológicos, que não retratam a situação presente, aqui e na maioria dos países europeus. Alguns deles que também rejeito: o abrir caminho para uma sociedade socialista (e todos sabemos o que era o socialismo nos idos de 76…); entregar terras expropriadas a pequenos agricultores, de preferência em unidades de exploração familiar; propostas para a educação, saúde e demais aspectos da vida pública que seria exaustivo enumerar, e a revela controladora em demasia. Como li outro dia no “Público”, com autoria do jornalista João Miguel Tavares, “os verdadeiros inimigos da Constituição não são aqueles que apontam as suas fragilidades - são os que a querem transformar num bezerro de ouro no qual ninguém pode tocar com um dedo”. Se isto é ser liberal, assumo. Não quero a Constituição de 1933, mas também não me revejo em certos sectarismo desta.
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