Um vereador para o PSD!
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Na democracia dos nossos dias, está na moda, em noite eleitoral, os vencidos apresentarem as felicitações aos vencedores, ficando-se habitualmente por aí as consequências políticas da derrota, sem averiguar, como seria necessário e acautelatório para o futuro, das razões políticas que levaram a tal “sorte”. O PSD, em Águeda e embora em coligação com o CDS, acaba de sofrer um humilhante desastre eleitoral, na prática traduzido na eleição de apenas um vereador laranja à Câmara Municipal e que marca, na história local do partido, o pior resultado de sempre! Pese embora o facto da coligação PSD/CDS ter vencido em sete das onze freguesias do concelho, todos sabemos que é ao nível do executivo que os grandes projectos são traçados e a acção camarária se inclina num ou noutro rumo. Ora, nestas últimas eleições, o PS ganhou mais um vereador, o quinto, o que lhe permite ter uma passerelle para se passear à vontade, durante os próximos quatro anos. O PSD local e os seus dirigentes terão, neste quadro de difícil encruzilhada à vista, inevitavelmente que fazer uma reflexão sobre o que se passou, concretamente das condições e escolhas que fizeram para as listas apresentadas ao eleitorado aguedense e, até, se a coligação era obrigatória, pois não era uma determinação das estruturas nacionais para que assim fosse. Aparentemente, pelos resultados obtidos, a oposição vai ser residual nos próximos tempos e a travessia do deserto, para quem já foi poder quase 30 anos, uma certeza a levar muito a sério! Por outro lado, e ainda, o afastamento continuado dos órgãos de decisão conduz à perda de influência, à desmotivação militante e ao abandono das hostes. Águeda está, assim, a ficar órfã, nos níveis superiores de decisão política concelhia, de uma oposição forte, coesa e determinada, tão importante que é o seu papel,nas sociedades de democracia avançada, quanto a uma permanente vigilância e acompanhamento das políticas colectivas. O PSD de Águeda bateu no fundo. Na área do futebol e quando tal acontece, a terapêutica habitual é a chamada “chicotada psicológica”: mudança de treinador e eleição de novos dirigentes. Se o PSD local não se quer ver arrastado para as divisões secundárias, não tem muito tempo a perder! Não é, Beatriz? n JNS
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