Águeda: A morte de António Cortez
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António CORTEZ, um dos patronos da geminação de Águeda com Rio Grande, faleceu nesta cidade brasileira, aos 73 anos, vítima de doença.
António Cortez de Campos Silva é português de Carregal do Sal, mas assumia-se sempre “mais de Agueda, onde sempre fui bem tratado». É um caso típico de emigrante vencedor, desde que, chegado a S. Paulo, muito jovem, trabalhou numa mercearia, vendendo chocolates. Passou para uma empresa de transportes e, mãos no volante de enormes camiões, galgou milhões de quilómetros, Brasil fora, entregando mercadorias. Em 1966, já casado com Maria de Lurdes, fixou-se em Rio Grande. Em 1975, fundou duas empresas, com dois primos: a Benfica Sul Turismo e a Viação Noiva do Mar. O trabalho, a humildade e a alma de investidor deram-lhe o resto: o crescimento empresarial, a diversificação de mercados e negócios, a solidez económica. Sem nunca perder a sua ligação ao chão de Alvarelhos e a humildade dos grandes senhores. Apaixonado por Águeda, foi um dos maiores apoiantes da geminação com Rio Grande. Foi um dos homens mais poderosos da comunidade portuguesa, empresário ganhador, presidente do Centro Português, dirigente do S. Paulo FC, benemérito de instituições de solidariedade social (em Rio Grande e na terra natal). As homenagens, recebia--as quase envergonhado: «Eu não mereço isso, mas porque é que estão com estas coisas?!”, ouvimos-lhe algumas vezes, quando lhe anunciavam créditos e tributos de justiça; e o chamaram a palcos de honra, com palmas e homenagens. Bem merecidas. Faleceu a 24 de Setembro, vítima de complicações cardíacas. O funeral foi a 25, para o cemitério de Rio Grande. Águeda perdeu um grande amigo.
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