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Cultura: Bodas de prata da União de Bandas
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O 25º. Festival da União de Bandas de Águeda (UBA) realiza-se no domingo, dia 6 de Outubro, às 15 horas, no Pavilhão Multiusos, antecedido (14) de desfile, entre a Câmara e a rua Celestino Neto.
António de Almeida e Silva (AAS) preside à UBA desde 2008 e levantou o véu sobre o que diz ser “um figurino diferente do habitual”, garantindo que “o bairrismo doentio de antigamente, deu lugar ao apoio saudável de hoje, sem arruaças nem picardias”. SP: O que destaca de mais proveitoso, no desempenho da UBA, neste percurso de 25 anos, que tenha contribuído decisivamente para a afirmação das bandas do concelho? AAS: É a harmonia que se vive entre músicos, maestros e directores, que serve de exemplo para os amigos que acompanham as bandas em concerto. O bairrismo doentio de antigamente, deu lugar ao apoio saudável de hoje, sem arruaças nem picardias. SP: Em Abril de 2013, a UBA e as cinco bandas estabeleceram um protocolo em que se comprometeram a respeitar-se. Tem sido cumprido? AAS: Na perfeição! As bandas são constituídas por gente séria que honra a sua palavra e a sua assinatura. SP: O Festival da UBA passou, nos últimos quatro anos, por Fermentelos (2009), Casal de Álvaro (2010), Castanheira (2011) e Travassô (2012). Em 2014 regressa a Fermentelos? AAS: Este ano, o festival é em Águeda para comemorar as bodas de prata. No próximo, regressa a Fermentelos e a anfitriã será a Banda Nova. É nossa intenção trazer o festival a Águeda, de cinco em cinco anos. SP: A Orquestra Municipal de Águeda (OMA) é a “filha” mais nova da UBA. Os seus escassos quatro anos e quatro meses ainda não lhe permitem sonhar com voos mais altos? Ou não é esse o objetivo? AAS: Talvez, da experiência deste ano e da formação orquestral e Coral em palco, aquando do aniversário da UBA, possa surgir alguma coisa de novo que, todavia, precisará sempre do nosso empenho, do envolvimento das entidades oficiais e de todas as forças vivas do concelho. SP: O presidente da Câmara acaba de ser reeleito. Como gostava que se processasse o terceiro mandato de Gil Nadais na área da cultura e, muito concretamente, no que respeita ao movimento filarmónico? AAS: Sentimos boa vontade nas pessoas que decidem o apoio da Câmara Municipal, que é pouco, de acordo com as possibilidades que restam da crise que atravessamos, mas não de acordo com as necessidades das Bandas nem com as perspetivas que tivemos ao assumirmos o cargo. SP: É positivo? AAS: Apesar de positivo, esperamos que melhore num futuro muito breve e que as Bandas sejam vistas, não como mendigas, mas como autenticas embaixadoras de Águeda por esse mundo fora. Ainda tenho esperança nisso!
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