O QREN e as (nossas) Câmaras
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Está confirmado: anunciado no início do verão, o orçamento plurianual da União Europeia atribui a Portugal um pacote de ajudas para o período 2014-2020, equivalente ao último QREN e que era de 21,4 mil milhões de euros. Bruxelas considera que o nosso país tem ainda regiões com um nível de desenvolvimento abaixo dos 75% da média da União Europeia (excepção para Lisboa e Algarve) razão suficiente a justificar este novo auxílio comunitário, agora orientado prioritariamente para o emprego e o crescimento, com atenção redobrada na formação, inovação e investigação. São assim boas estas notícias, também para quem hoje se apresenta às eleições do poder local e em especial às Câmaras, os órgãos que mais directamente intervêm nos projectos a apresentar e à necessidade do seu financiamento. Anunciou, no entretanto, o ministro da tutela (Poiares Maduro), estar o governo preparado para lançar o novo programa, já no início de 2014, de modo a não perder tempo e não repetir o que se passou no passado, com atrasos significativos de anos, prejudicando gravemente a concretização de projectos e obras, em benefício do desenvolvimento do país. Estando, assim, a administração central a reconhecer erros de palmatória, importa que as novas Câmaras e as outras entidades que no novo QREN 2 irão opinar - Centros de Coordenação, Universidades, Associações Industriais e Comerciais -, tenham pedalada suficiente para responder aos desafios da crise, não adormecendo em burocracias e muito menos entrando em esquemas lobistas subterrâneos, onde só alguns beneficiam, em prejuízo de todos os outros. Porque a hora que passa é de urgência e de celeridade na boa e eficaz utilização das verbas deste novo e substancial apoio comunitário. Também entre nós, depois do próximo dia 29 e contados os votos, mãos à obra, ao trabalho politico, em prol dos munícipes e da região, por uma vez deixemo-nos de sonhar com “fantasmas” e rememos todos para nos chegarmos à frente e vencer! Vai votar, Beatriz, não te esqueças! n JNS
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