A 29 de Setembro, o voto do povo!
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É já a 29 de Setembro que o povo vai a votos, escolhendo na urna, e secretamente, quem quer ver na administração da sua terra nos próximos quatro anos, utilizando os recursos que o país, a Europa e outros amigos, colocam à disposição dos orgãos do poder local. Trinta e nove anos depois do 25 de Abril , de novo a Democracia convoca os eleitores, e a população em geral, a uma palavra decisiva quanto aos candidatos que se apresentam e, bem assim, ao escrutínio dos seus programas e linhas de acção, a concretizar no próximo mandato e se forem eleitos. Longe vai o tempo da ditadura, em que era a política do Terreiro do Paço a nomear, em “diário do governo”, quem iria ficar à frente da terra dos aguedenses e de todas as outras Câmaras e freguesias do país! E se hoje ainda há “velhos do Restelo”, saudosos de um tempo sem liberdade de escolha, de opinião, sempre dispostos a denegrir e apunhalar o regime democrático, valerá a pena olhar à volta e constatar a obra, o caminho percorrido e os projectos de futuro que o poder local realizou e promete realizar pelo país fora, também na nossa terra de Águeda e nas nossas (ainda) 20 freguesias. Infelizmente, nem sempre os eleitos pautam a sua acção por princípios de ética, de moral e no respeito pelo bem comum. Há ainda muitos “isaltinos” nos meandros de cargos públicos, onde o escrutínio e transparência da acção autárquica é uma tarefa quase impossível, tão nebulosas e subterrâneas são, às vezes, as práticas de quem está na cadeira do poder. Mas vamos ter fé e acreditar que a democracia se alicerça e se constrói degrau a degrau, nesta contínua vigilância e participação de todos, pela criação de um modelo exemplar de governação local de portas abertas, sem esqueletos nos armários e disposta a servir sempre! Votar nas eleições autárquicas de 29 de Setembro próximo é, assim, um dever e uma obrigação da comunidade. E acompanhar o esclarecimento, os programas de acção e o debate dos candidatos que se apresentam é contribuir para fortalecer a democracia, dignificar a política e honrar a nossa terra. Que ninguém se abstenha e que ninguém fique em casa. As eleições também são uma festa, a merecer um brinde ao futuro! Não é Beatriz? n JNS
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