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Os novos mártires

por Luisa (dra) Mello em Setembro 12,2013

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Perante a medonha hecatombe dos incêndios com que o mês de Agosto foi devorando norte e centro do nosso país, penso muitas vezes nos cristãos dos primeiros tempos do cristianismo, lançados às feras em defesa da sua fé e hoje venerados nos altares, das Igrejas católicas, como mártires.
Hoje, temos os novos mártires. Os bombeiros, que são literalmente lançados ao fogo e que deviam ter um altar pelo menos nos nossos corações. Também nomes de ruas e funerais de Estado, como a maioria dos heróis.
Vendo os fantásticos combates que esses heróis travam com as chamas devoradoras dos bens do nosso património territorial ou privado, ainda por cima, suponho, sem grande logística alimentar ou de substituição, chego a sentir-me de coração apertado, como se cada um daqueles homens e mulheres me pertencessem de perto. Heróis e mártires e todos os nossos verões, os deste, à semelhança dos de 2003, particularmente avassaladores. Deus esteja com eles, que connosco todos estão os soldados da paz.
INFERNO: Agora, vamos lá a ter tino: misturar a dor da morte dos mártires dos fogos com a comoção da morte de um político é excessivo. Digo-o eu, a quem doeu muito mais os que caíram no braseiro que o passamento do dr. António Borges. Desatar a chamar nomes ofensivos a este, último, como já ouvi em antena aberta da rádio, não adianta nada à memória dos que os incêndios mataram. Comparar manifestações de pêsames por uns ou outro, quem as prestou publicamente ou não, pouco adianta aos que já lá estão. O político morreu cedo, teve as homenagens políticas adequadas, e, ironia dos ironias, ouvi dizer que foi incinerado. Homenagear publicamente os novos mártires, sim, mas quando este inferno de chamas acabar - o que, infelizmente, me parece não ser ainda para já. Rezo para que não tenhamos de chorar mais alguém. Deus nos livre e guarde!
CARRASCOS: O grande carrasco das vidas perdidas, dos bens dos pobres devastados, das infames manchas negras do nosso território comum, foi o vento. Nada a dizer ou a fazer por aí. Carrascos “menores”, a pouca atenção de sucessivos governos às matas e florestas, não arredando desta crítica proprietários de terras -  principalmente minifúndios, os irresponsáveis de queimadas, foguetórios, piqueniqueiros de fogueirinhas, enfim!… Noutros tempos, havia os cantoneiros, que exerciam uma uma vigilância prmanente; os 40 anos de democracia acabaram com eles. Podia-se aproveitar a vigilância estival e pré-estival de desempregados, como trabalho de uma época, não?!
Por fim, os carrascos-pirómanos. Já lhe ditei a sentença e o estado de alcoolismo não é para mim atenuante, mas agravante. Outras motivações, igualmente. A minha opinião é que, para esta sub-gente, novas leis sejam feitas e, se, possível inseridas na nossa Constituição, que não pode ser basicamente ideológica…

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