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Postal da semana: Pedintes

por Eduardo Costa em Setembro 11,2013

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De "baixa médica", resultado de violento acidente de viação, o cidadão é convocado para ir à Segurança Social, a uma Junta de Verificação. Esta, conclui que não era competente para o efeito, pois era uma junta "de doenças" e tratava-se de fractura óssea, resultado de acidente.
Duas semanas depois, nova e já competente junta médica confirma o estado de incapacidade.
Mas, a partir daí, o cidadão deixou de receber o subsídio de doença e foi ainda notificado para devolver o valor que recebeu, do tempo entre as duas juntas médicas. Naturalmente que, por lapso, o sistema tinha registado uma decisão de "alta", supostamente decidida pela primeira verificação.
Do número de apoio da Segurança Social, a resposta foi lacónica: tinha que se dirigir pessoalmente à Segurança Social para tratar do assunto. Confrontada com a incapacidade médica confirmada, a funcionária manteve a informação prestada.
O cidadão discou o número da Segurança Social da sua região e a resposta foi a mesma. "Mas, trata-se dum erro vosso, que é compreensível. Já não é compreensível que não o corrijam e me queiram obrigar a despesas e deslocações, para o resolver, quando estou com fratura e recomendação médica para não me deslocar".
A funcionária reconheceu que era um paradoxo. De facto, se por baixa médica não devia deslocar-se, não fazia muito sentido ser obrigado a ir à Segurança Social, para tratar dum assunto administrativo.
Mas, com razão ou sem ela, a verdade é que o cidadão não recebia o seu subsídio de doença e, mais ainda, estava obrigado a devolver parte!
"Descontei durante mais de 30 anos, nunca tive um único dia de baixa, agora tive um infeliz acidente que me partiu alguns ossos, estou incapacitado para o trabalho e não me pagam o que tenho direito? Não me estão a fazer nenhum favor! Não me deviam obrigar a andar atrás do meu direito, como um pedinte!"
Pedinte?! A palavra deve ter ofendido a funcionária, que se limitou a confirmar secamente que, "regras são regras".
O cidadão limitou-se a desabafar: "Quando estamos nelas, é que percebemos o quanto sofrem os cidadãos!"
Pedintes, é como, infelizmente, somos tratados quando precisamos daquilo a que temos pleno e justo direito.

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