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Direito a resposta: Casal vive num carro no centro da cidade
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Ao abrigo da Lei de Imprensa nº 2/99, de 13 de Janeiro, artigos 24º, 25º e 26º, vem a Delegação de Águeda da Cruz Vermelha Portuguesa, exercer o direito de resposta e retificação em relação ao artigo do jornal Soberania do Povo, edição de 22 de Agosto de 2013, na página 7, com o título “ Casal vive num carro no Centro da Cidade”, que esta instituição considera ser ofensivo para o trabalho de cariz social que desenvolve no concelho de Águeda, de acordo com os Princípios Fundamentais desta Organização Mundial. O cidadão em destaque no referido artigo, integrou a resposta social do Centro Alojamento Temporário para Passantes e Sem Abrigo no dia 31/10/2011, encaminhado pela Cáritas Diocesana de Aveiro por se encontrar a dormir na rua algum tempo. Durante a sua permanência a instituição promoveu a satisfação de todas as suas necessidades básicas, ao nível de alojamento, alimentação, lavandaria, balneários e encaminhou para os diversos serviços de saúde, nomeadamente para o Serviço de Oftalmologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra e para Consulta de Medicina Familiar. Após articulação da Equipa Técnica da instituição com o Centro Hospitalar da Universidade Coimbra, em Janeiro de 2012 foi à primeira Consulta de Oftalmologia, onde foi submetido a vários exames oftalmológicos tendo sido submetido a Cirurgia Implanto Refractiva no referido hospital em Março do mesmo ano. Durante todo este processo, o encaminhamento e o acompanhamento foi efetuado pela Equipa Técnica desta instituição, as despesas de transporte, medicação, exames médicos e outros encargos foram todos da responsabilidade da instituição. A Equipa Técnica desta Delegação efetuou ainda o encaminhamento do cidadão para os serviços sociais, a fim de requerer a prestação social do Rendimento Social de Inserção, tendo o requerimento dado entrava no Serviço Local do Instituto Segurança Social no dia 04/01/2012. A 06/03/2012 foi deferida pelo Instituto Segurança Social a atribuição do Rendimento Social de Inserção. O processo de autonomização da instituição foi concluído em 31/05/2012, data na qual o cidadão se autonomizou da valência de Centro Alojamento Temporário. No âmbito do Acompanhamento Social ao nível do Processo de RSI, o cidadão deveria ter comparecido em atendimento para entregar comprovativo de alteração de morada e documentos relativos à constituição do seu agregado familiar, informações essenciais à manutenção da atribuição da prestação de RSI, por parte do Instituto de Segurança Social. A sua não comparência constituiu motivo de cessação da atribuição da prestação no dia 01/02/2013, ao abrigo do Decreto-lei 133/2012 de 17 de Junho (art. 22º, alínea h). Lamentamos no entanto que o articulista não se tenha abeirado da instituição e mais propriamente da Coordenadora Ação Social, Dra. Carla Ferreira, para se elucidar convenientemente da veracidade das informações publicadas. Também desconhecemos se o articulista procurou saber de quem é propriedade do veículo onde permanecem e quem suporta os custos da viatura em causa. Os responsáveis pela Delegação de Águeda da Cruz Vermelha Portuguesa e a sua Equipa Técnica estão de consciência tranquila quanto a todo o trabalho desenvolvido e quanto às informações que se fazem crer no referido artigo. Realçamos porém que, ao articulista faltou espaço, por nós solicitado, para publicação de uma notícia, essa sim, de grande interesse para a comunidade mais carenciada do concelho. __________
Nota de Redacção:
1. SP contactou o presidente da instituição, às 9,29 horas de 19 de Agosto, convidando-o a comentar as acusações de que a Cruz Vermelha estava a ser alvo, tendo o essencial da reacção sido destacado, em caixa, na página 7 da última edição.
2. A questão da propriedade do veículo e de quem suporta os custos da viatura, parece-nos uma questão acessória, que não nos deve desviar do tema essencial.
3. A notícia de “grande interesse” que não foi publicada no número anterior, chegou à redacção SP, por email, às 17,28 horas de 19 de Agosto, numa altura em que a edição se encontrava fechada. Por não perder actualidade, vem inserida na página 3 deste número.
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