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Carta Aberta ao Vice-1º. Ministro Paulo Portas

por Almeida Roque (Comendador) em Julho 30,2013

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A demasiada austeridade e o burlesco “Leilão de Feira“ em que está transformada, a virtual Democracia à Portuguesa, agravada pelos meios de comunicação que dão voz a qualquer” papagaio”, para vomitar os seus vergonhosos disparates, durante 24/24 horas/dia, envergonham e molestam os Portugueses que trabalham.
E estes têm total razão, tantas vezes expressada em frases de revolta pelo vergonhoso favorecimento que, a classe política tem dado aos ociosos que são muitos e causa (grande ) da nossa gigantesca  dívida externa, filha dilecta das más ou péssimas governações, dos últimos trinta e nove anos, que pensaram demais nos votos, esquecendo o País.
O conhecimento quase perfeito desta situação, agravada por duas semanas de teatro/político (made in Portugal ) molestaram certamente todos aqueles que sentem como seus os problemas da Sociedade e puderam confirmar, mais uma vez, a ausência da ética Democrática!
Foram estas trágicas circunstâncias que nos obrigaram a dirigir ao Governo e especialmente ao Dr. Paulo Portas, a quem cabe o especial encargo de dirigir a parte económica, este dramático apelo:
A grande responsabilidade desta hora recai, inteirinha, sobre a sua cabeça; V. Exª., bem ou mal, foi o autor da crise e, agora que lhe deram tudo, para que possa demonstrar a sua capacidade, aproxima-se a hora da verdade.
Este é, sem dúvida, um tempo bi-crucial: Primeiro para todos nós que somos Portugal e, também para V.Exª., que joga toda a sua vida política, nesta tomada de posição.
Chegou a Hora da Verdade! Este exame é um acto sublime na Vida de V. Exª., que ditará inexoravelmente, a sua vitória ou derrota para o bem ou mal do País.
Os Portugueses, representados por Quem tem esse Direito, entregaram-lhe, a seu pedido, as maiores responsabilidades na Governação do País e V. Exª aceitou;  ninguém digno de ser Português, lhe deverá negar o seu possível apoio porque o contrário será traição à Pátria… e o mal menor seriam mais anos de sofrimento e austeridade.
Agora é o tempo de V. Exª. demonstrar as razões válidas para pedir tanto e, da sua arrojada atitude, esperam os Portugueses que, com a ajuda dos restantes Governantes, especialmente do Senhor 1º. Ministro, que deu ao País uma lição de serenidade, cumpram o vosso dever com os olhos e os sentidos ao serviço da Nação.
Mas é de V. Exª. principalmente que depende o merecimento desse apoio. E parece-nos ouvir um clamor bradando: não regatearemos o nosso sacrifício ao Governo e seus Ministros. É fundamental, porém, que todos façam  o possível para que possa existir o que não há, e  é indispensável  à normalidade da vida social.
Sem Justiça, não haverá Moral.
Se não houver Moral, não haverá Respeito.
Sem Respeito, não haverá Família.Sem Moral, não poderá haver Ensino eficaz.
Sem Moral, não haverá trabalho digno.
Sem Justiça, as relações sociais são impossíveis.
Um aviso final: Com os impostos e mais normas de fisco actuais, não haverá investimento interno e externo e, sem estes, não haverá novos postos de trabalho!!!
…Restará o investimento público,  mas esse só servirá para criar mais ociosos e aumentar a DÍVIDA PÚBLICA! n ALMEIDA ROQUE


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