Exaltando a democracia, vão-nos governando em ditadura
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Portugal, embora seja para nós indivisível, está claramente dividido em duas sociedades. Dois terços do país estão doentes. São constituídos pelos políticos e os ociosos - de que eles são culpados pois, com o objectivo do seu voto favorável, foram e vão ajudando a sua ociosidade, com subterfúgios de vária ordem, para melhor iludir a verdade. Estas atitudes são parte importante da nossa trágica situação económica. O outro terço dos portugueses assume as suas responsabilidades. É constituído pelos operários que trabalham afincadamente nas suas profissões (algumas bem difíceis), aqui e no estrangeiro, porque, felizmente, temos já um vasto leque de empresários que, esgotadas as tarefas internas para as suas empresas, souberam procurar, em outros países, o trabalho que Portugal não pode oferecer nestes tempos difíceis, por culpa exclusiva de quem nos tem governado! Há também empresários que souberam preparar as suas organizações industriais com tecnologias de ponta, para poderem concorrer em qualidade/preço, e exportam os seus produtos para a maior parte do mundo. Nós conhecemos empresas que conseguem vender os seus produtos para mais de meia centena de países. Felizmente que os nossos empresários anónimos são muitos e valiosos e, embora as suas empresas não possam ombrear com as grandezas dos sonantes nomes - Américo Amorim, Belmiro Azevedo, ou Jerónimo Martins (Alexandre Santos) etc. -, há, sobretudo na construção civil, empresas portuguesas no Médio Oriente e Norte de África - desde a Tunísia a Marrocos, Emirados Árabes, Arábia Saudita e Dubai. Em África, sobretudo em Angola e Moçambique, há centenas de empresas portuguesas e, na América Latina, a Venezuela e a Colômbia ocupam os primeiros lugares. Esta plêiade de trabalhadores e inteligentes empresários, embora afogados em impostos e burocracias, criam a possibilidade do país poder viver dignamente, mas os políticos esbanjaram com má administração, negligencia, incapacidade e até dolo! São eles os culpados de haver centenas de cursos académicos que não tem utilidade prática e nos quais, por serem mais fáceis, se têm licenciado tantos milhares de alunos, com propinas e outras regalias que o «Zé» teve de pagar; depois do curso (porque os senhores doutores são gente superior) e, como não conseguem emprego e não querem outro trabalho, continuam a viver à custa de quem trabalha, sempre com a descarada protecção de quem governa (?). Isto, para não falarmos das NOVAS OPORTUNIDADES, do 6º. ao 9º. e do 9º. ao 12º. anos, com dois cursos de três meses, quando os alunos normais tem de os fazer em seis anos. Terá cabimento lembrar os milhares de “MAGALHÃES“ para fazerem “EXPERTS“, que não sabem somar cinco mais cinco. São estas situações, e outras tantas ou mais, que não referimos, pelas quais afirmamos que dois terços da sociedade portuguesa está doente. Sejamos claros: a responsabilidade dos nossos males económicos e até sociais é culpa da má governação, com a agravante de se perpectuarem, porque a democracia conseguiu uma forma de se transformar, na prática, igual à ditadura! Expliquemos: temos seis partidos que repartem o poder entre eles e perpectuaram um ciclo que vicia os objectivos de verdadeira democracia e a transforma em ditadura prática. Porque, os que detêm o poder, quando se realizam novas eleições, são quem tem o exclusivo privilégio de se proporem novamente, ou escolher os seus substitutos, aprisionando, desta forma, o “PODER PERPÉTUO“. A situação é agravada pelo facto de haver dois partidos de esquerda que, em atitude premeditada, fazem promessas impossíveis de realizar e com as quais aliciam uma legião de ociosos e descontentes, para greves e manifestações quase diárias, que perturbam o clima de tranquilidade indispensável, para trabalhar ou governar. Estas práticas só poderão ser interrompida por um Governo de iniciativa Presidencial e da sua responsabilidade. TERÁ O SENHOR PRESIDENTE A CORAGEM DE LIVRAR O PAÍS DE UM TEMPO DE ELEIÇÕES, LONGAS E CARAS, E DE RESULTADOS INCERTOS? ESTAMOS CERTOS QUE, COM ESSA ATITUDE, SERIA DIGNO DA GRATIDÃO DE TODOS OS VERDADEIROS PORTUGUESES !!! n ALMEIDA ROQUE
* PS: Quem tiver paciência para ouvir a ignorância, a má educação e a falta de civismo de mais de 75% dos intervenientes no programa “Antena Aberta” da RDP, ficará elucidado da qualidade da nossa democracia. n AR
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