Somos todos gente boa!
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l Não sou grande fã dos escritos do dr. Vasco Pulido Valente, o que não significa que o não leia religiosamente no "Público". Às vezes gosto, às vezes detesto. Eis o que se chama um cronista carismático! Desta última 6ª.- -feira gostei e, melhor ainda, concordei. No meio das núvens escuras e ameaçadoras de todos os dias em que, como se usava dizer quando a sarrafusca era mais que muita, "são mais as vozes que as nozes", escreve Vasco Pulido Valente: " Desde o princípio, o maior erro deste Governo foi não ajustar contas com o passado, a pretexto de que não queria perder tempo com velhas querelas. Por assim dizer, apagou a responsabilidade de toda a gente que tinha levado Portugal à situação desesperada de 2011. O nosso coração é bom e muito inclinado a não tocar no bom nome do próximo. É um coração de ouro que não gosta de afligir ninguém. E, como não gosta, os portugueses ficaram sem saber, ao certo, como se acumulou a enorme dívida, soberana e outra, que nos sufoca; quem deliberadamente a fez por sua própria força e autoridade; e que espécie de razões presidiram ao exercício". l A omissão, ainda que por "bondade", leva-nos em certos casos à limpeza da nódoa do pecado original. É que por cada pedra em que tropecemos sai-nos debaixo um buraco, daqueles tapados tem anos... Com a agravante da presença dominical na televisão estatal do manhoso do calceteiro da maior parte da buracada. Que eu não tenho estofo psicológico para ouvir, mas cujos ecos inevitavelmente me chegam, são quase como se diz de Deus: "infinitivamente bons e amáveis". Que o Altíssimo me perdõe a heresia!
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