O pobre turismo de Águeda
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“O turismo é a árvore das patacas!“. Se já ontem esta frase podia ser entendida como um mero slogan, hoje, ela assume-se como uma realidade de importância estratégica para a economia, a independência e o desenvolvimento de comunidades e países e corresponde, sempre, à atenção e prioridade políticas que os seus governos - locais ou nacionais – muito justamente entendem dever prestar-lhe. E a pergunta que hoje aqui deixamos é esta: Afinal, Águeda será um destino turístico? Ora se Águeda não o é, porque não o poderá vir a ser? A nossa terra tem serra e planície, lagos e rios, agricultura, indústria e muita e diversificada floresta, contando já com um significativo conjunto de unidades hoteleiras, com capacidade para receber e receber bem! Além disso, Águeda tem desporto e campeões, música e maestros, festas e até romarias milagreiras! Então o que falta fazer para que o concelho não seja só um lugar de passagem, uma visita profissional de negócios à nossa prestigiada indústria, um jantar em Setembro ao leitão político da praça do Botaréu ou “curtir” em Julho, no Agitágueda, o “encosta-te a mim” do Jorge Palma? É preciso que a política municipal faça a parte que lhe compete fazer, criando um verdadeiro pelouro do turismo, capaz de acompanhar os empresários do sector, as associações desportivas e culturais, levantando das ruínas esse vasto, perdido e abandonado património por essa serra fora, dinamize a utilização dos muitos equipamentos públicos espalhados pelas freguesias e lance programas sustentáveis de turismo juvenil e 3ª. idade, convidando e publicitando, no exterior e fora de portas, estas potencialidades. Nos tempos que correm, cada vez mais se exige profissionalismo e saber a quem gere e administra os recursos públicos. E, sobretudo, juntar forças, porque, de costas voltadas e a conspirar para muitos lados, fatalmente não chegaremos a lado nenhum! Não é, Beatriz? n JNS
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