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A escravatura está de volta...

por Almeida Roque em Junho 25,2013

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O que se tem passado nos últimos tempos, especialmente no Médio Oriente (eterno epicentro dos conflitos internacionais), afogou por completo a lei aceite internacionalmente, que regia a integridade dos estados legalmente instituídos.
Acabou o tempo em que se respeitava o primado da razão que, tragicamente, vai sendo substituída, no léxico dos políticos, pela razão da força, completamente alheios às responsabilidades que, moralmente devem assumir.
Os países auto-proclamados de democráticos (mas também, detentores da força) o que antes faziam pela calada da noite (como diz o povo) fazem agora à luz do dia, com a cobertura de declarações, mais ou menos pragmáticas.
E se a escravatura era o vocábulo que definia a perda total de liberdade do cidadão perante o seu, ou seus SENHORES, … não precisamos de inventar outro, para identificar o que se passa nas relações internacionais.
No futuro, os países com menos capacidade militar, passarão a estar à mercê dos campeões da democracia, mas, também, daquela força (militar), como já acontecia no tempo em que os cidadãos eram comercializados como mercadoria!
Esta é, inequivocamente, a realidade das relações entre os países que já não têm escrúpulo de executarem os seus planos, mesmo em desacordo com aquilo que devia ser,  o Tribunal da Ordem Internacional (Nações Unidas) que eles próprios ergueram.
E se é este o estádio a que chegaram os tão reclamados acordos para a paz, vejamos  agora o que se passa dentro de cada país, a começar por nossa casa.
Imaginemos cada país um barco a navegar, neste mar encapelado que é o mundo actual, com dezenas de conflitos em todos os continentes.
O nosso barco é antigo e, nas suas muitas e longas viagens, sofreu rombos que, embora reparados, foram deixando as naturais cicatrizes que, infelizmente, os timoneiros das últimas cerca de quatro dezenas de anos, com a sua negligência, agravaram de tal forma o estado da embarcação que, actualmente, ela corre perigo de se afundar e, para cúmulo da tragédia, o 1º. comandante parece incapaz de tomar a decisão que se impunha.
Sou viajante deste navio desde 1919 e, sete anos depois de ter começado a viagem, inscrevi-me como marinheiro e, até hoje, com ele tenho navegado, tanto quanto possível atento à rota, aos seus objectivos e ao modo como a tripulação cuida da jangada onde navegamos.
Infelizmente, e depois de atenta observação, a nossa opinião é a que se expressa no parágrafo anterior (…culpa inteirinha da tripulação).
Os governos chamados democráticos (?), para obter votos, convenceram o povo de que, por virtude da democracia (?), não era preciso trabalho nem sacrifício para ter o necessário. Foi por isso que (embora nem por todos os partidos) foi aprovada uma Constituição que promete habitação e trabalho para todos e para toda a vida, mesmo que o trabalhador faça pouco ou mal e até nem se preocupe em se adaptar ou aperfeiçoar!
O patrão tem a obrigação de lhe pagar e, para o despedir, além das dificuldades, de o compensar com choruda  indemnização. E, depois, tem o fundo de desemprego que, somado a umas habilidades, ganha mais nesta situação do que se estivesse a trabalhar.
Criou-se, assim, uma legião de doentes por alergia ao trabalho, que fazem com que grande parte das fábricas, e sobretudo a agricultura, tenham de recorrer aos emigrantes, para poderem funcionar, embora as estatísticas digam que temos inscritos cerca de um milhão de desempregados!
O melhor espelho desta situação é o nosso Alentejo que, depois da Barragem do Alqueva estar a funcionar, tinha capacidade para ser o celeiro, a vinha, o pomar e a horta suficientes para alimentar o país e até exportar!
Só que este rincão de Portugal, onde se dizia que o desemprego era quase total, quando teve o privilégio de poder erradicar estas condições com a possibilidade de banir o tão badalado desemprego, … à solicitação respondeu com a ausência.
E valeu aos empresários (a maioria estrangeiros) a mão de obra dos emigrantes (sobretudo do Leste) para suprirem as suas necessidades!... que valeria aos políticos a oportunidade para obterem uma boa lição…(se eles esquecessem « o voto » e governassem para servir o país), o que certamente, nunca farão.
Mas esta descarada protecção, que criou a doença da «alergia ao trabalho», acaba também por ferir os interesses dos reformados e dos que trabalham, porque os impede de, por escassez de meios, usufruírem, na plenitude, os seus direitos sociais.
O conjunto dos resultados do que antecede, atingiu uma situação de Verdadeira  Calamidade Nacional que, por imperativo da nossa consciência, nos obriga a afirmar esta VERDADE INDESMENTIVEL: O país está falido, por não ter possibilidade de pagar o que deve, e… esta falência é uma «burla» aos portugueses que, por sua conta ou por conta de outrém, trabalham e se sacrificam todos os dias, tendo  de suportar «o pesado fardo» que lhe caiu em cima, por culpa exclusiva de quem nos tem governado!
E quem é obrigado a trabalhar para pagar uma dívida que nada fez para ela existir, tem o direito de classificar a sua situação igual a  autêntica ESCRAVATURA!
Solenemente e convictamente, faço esta afirmação: Quando a verdade me obriga a criticar a negligência ou outra atitude menos digna dos políticos, a minha consciência obriga-me a afirmar. Considerar que a política é o mais nobre motivo para servir a sociedade e é indispensável à vida dos cidadãos do mundo.
Não é ela (a politica) a culpada dos males da sociedade … mas os Homens que desvirtuam o seu exercício!   



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