Águeda: Tragédia do Orfeão no Tribunal
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O Ministério Público considerou que o condutor do autocarro que transportava o Coro Misto do Orfeão de Águeda, a 17 de Outubro de 2009, foi o único responsável pelo acidente de que viria a resultar a morte de Ana Paula Silva e que provocou dezenas de feridos.
O Procurador responsável pelo caso não teve dúvidas, face aos relatos das testemunhas ouvidas, de que foi a velocidade excessiva que o arguido alegadamente imprimia ao autocarro que provocou o seu capotamento. O Ministério Público de Santa Maria da Feira considera que “o arguido conduzia desatento, não tomando as precauções devidas e de que era capaz, iniciando a aproximação à curva sem diminuir a velocidade da forma devida e sem se precaver que a podia descrever em segurança, manifestando desprezo para com as pessoas que consigo seguiam no veículo”. O motorista do autocarro (57 anos) foi acusado por um crime de homicídio por negligência, outro de ofensa à integridade física grave negligente e 13 crimes de ofensa à integridade física negligente, mas a advogada de defesa não concordou com a acusação e requereu a abertura da instrução do processo, alegando que o acidente se deveu a falhas de manutenção no veículo acidentado. O Coro Misto do Orfeão de Águeda dirigia-se de autocarro (36 pessoas) para S. Paio de Oleiros, em Santa Maria da Feira, onde era esperado para as comemorações do 25º. aniversário da Associação Musical Oleirense, tendo o acidente ocorrido ao princípio da noite, no Alto de Arrifana.
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