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Opinião Própria: A pateira, 35 anos depois

por Vasco Callixto em Junho 05,2013

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Em meados dos anos setenta, as lides jornalísticas da capital levaram-me a estabelecer contacto com um muito conhecido e veterano elemento da Polícia de Segurança Pública de Lisboa, o comissário Belarmino de Oliveira. Não descansou este saudoso amigo, enquanto não me levou a conhecer a sua terra natal, para a dar conhecer aos meus leitores.
Daí, resultou a visita que então fiz a Fermentelos, no ano da inauguração da acolhedora Estalagem da Pateira, uma unidade hoteleira implantada no sítio certo, que muito tem contribuído para a revelação de um dos mais atraentes locais do concelho de Águeda.
Voltei agora a Fermentelos, 35 anos depois. O folhear casual da revista “Rodoviária”, em cujas páginas publiquei uma reportagem sobre a região, levou-me de volta às margens da vasta lagoa, a que a abundância de patos deu o nome, em tempos idos, para se manter até aos nossos tempos.
Infelizmente, já não encontrei em Fermentelos o comissário Belarmino de Oliveira. Mas recordei-o na agora “sua” alameda e perante a antiga residência do amigo desaparecido, uma bela moradia que se encontra à venda, onde um profissional exemplar cobriu duas paredes inteiras com uma original colecção de crachats, emblemas e bandeiras de todas as Polícias dos Estados Unidos da América e de muitos outros países do mundo. Será lamentável, se uma tão valiosa colecção se deixou perder.
A Pateira de Fermentelos, claro está, levou-me a confirmar quanto escrevi há 35 anos sobre este local, onde as águas, o arvoredo e o céu formam uma trilogia paisagística admirável, deveras fascinante. Só um teimoso e incomodativo vento frio afectou os primeiros dois dias de sol que passei em Fermentelos. A Estalagem, que Miguel Salvador mantem firme à beira das águas, “cresceu”, modernizou-se, acompanhou a marcha do tempo. Revelou-se-me o significativo Momento ao Emigrante, voltei a subir os 47 degraus do original miradouro, em forma de especial, e fui à fronteira de Ois, para voltar a avistar de lá Fermentelos. Surpreendente, a panorâmica que se me deparou da estrada de Surpel, com a povoação de Espinhel e a sua bonita igreja em plano inferior e, em fundo, o grande viaduto do IC2, que vence galhardamente o profundo vale e muito facilita a circulação automóvel. Numa e outra margem da Pateira, em todos os locais propícios, os persistentes praticantes da pesca continuam a ilustrar imagens que vieram de ontem até hoje. Pena foi, não ter visto nas águas um dos antigos barcos de fundo chato, borda baixa e popa larga.
Valeu bem a pena voltar a Fermentelos..., à beira dos 90! E grato me foi conhecer “o semanário mais antigo do país”, este Soberania do Povo, que bem orgulhoso deve estar dos seus 135 anos de existência. Na verdade, um “herói” da imprensa regional, vencedor de todas as crises. Boa continuação, rumo aos 150 e aos 200!
 


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