Cultura: Crepúsculo de sangue
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O romance “Crepúsculo de Sangue”, de Nelson Leal, foi apresentado no sábado, 11 de Maio, na Biblioteca Municipal Manuel Alegre.
A história desenvolve-se em torno de João Manilha, que, infeliz no amor, agarra os horrores da guerra do ultramar como meio de se manter vivo. Uma vez regressado à vida civil, não se consegue libertar das armas, das explosões e do sangue, que teimam em permanecer vivos na sua cabeça. Daí que, no reencontro com o seu antigo amor, não se consiga libertar do trauma da guerra. O autor, que se disse “um amigo da cultura”, pretendeu colocar “no papel de João Manilha, muitos milhares de portugueses que vivem traumas, dramas e tempos de crepúsculo”, dizendo tratar-se de “uma analogia ao presente”. “Crepúsculo do Sangue é uma bem conseguida narrativa do crepúsculo do império”, sintetizou Paulo Sucena, que apresentou o último romance de Nelson Leal, ambos colaboradores da Soberania do Povo. Elsa Corga, vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Águeda, felicitou o autor por “mais uma obra“.
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