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Salve-se quem puder!

por LUISA MELLO em Abril 30,2013

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O clamor é geral. Lembra-me a comparação que se fazia aos “cem pobres num palheiro”… E não está inflacionado porque, por cada país intervencionado as reclamações de indigência valem muito mais que cem… Temos agora o Chipre como “compagnon de route” de desdita. Aí, a Europa merkeliana, pimba! - Foi-se aos depósitos dos que iam enfiando as possíveis poupanças no melhor recato que julgavam possivel! Metaforicamente, cá para o sul europeu, estamos como o Titanic: batemos em icebergs inesperados e, sendo o navio grande, não há salva-vidas suficentes. Muita gente junta não se salva. Quando da nossa entrada de pleno direito para o “deutchz european club” logo me pareceu que estávamos a dar um passo maior que a perna. Fui sempre uma euro-conformada e nunca deixei de o afirmar, para escândalo de grande parte dos meus conterrâneos, nestas mesmas páginas de então. A sensação era a de que estávamos a pôr tanta cera aos santos que, mais dia menos dia, se incendiava a igreja… À medida que mais “pobres iam entrando no palheiro” pareceu-me que se andavam a plantar couves de raíz para o ar: não dava. Europa de Cima e Europa de baixo não são freguesias que se aglutinem. A mui poderosa Germânia e os soberbos com pinchas lá de mais acima, cabeças duras e eficientes,  olham-nos como aos tolinhos da “aldeia”. Emprestam-nos na condição de terem livre acesso às nossas casas, às nossas gavetas, aos nossos bolsos e parece que agora até às caixas-fortes dos nossos bancos!
n Verdade seja dita que, enquanto se foi dando de melhor vontade e com menos fiscalização fomos vivendo que nem suecos, com a diferença de haver sol a rodos, praias óptimas, alegria de viver e uma companhia aérea segura e bem conceituada, para sair fronteiras a apanhar ainda mais sol, mais mar e mais calor.
A abençoada Europa mandou-nos deixar de ser agricultores e pescadores e obstou à nossa indústria porque, para vender tinha ela lá muito. Ficámos um país de serviços e também manda a verdade que se diga que nem por isso este ficaram menos burocráticos e mais facilitadores das obrigatórias actividades de cada um. Foi uma época de “choque vitamínico” que era o que se dava às criancinhas quando os dentes demoravam a surgir. Só que, dado na pátria, fez nascer “dentes” a mais quando já não havia que meter na boca… Precisamos de CRESCIMENTO, depois de termos julgado ter altura suficiente e já não há choque vitamínico” que nos valha. Os “dentes” estão nos mais a caír que a nascer.…
A propósito, escrevia um dia destes no “Público”, José Manuel Fernandes: “Agora todos querem crescimento mas ninguém explica como. Pior: a era do crescimento pode estar a acabar? (…) A redescoberta do crescimento como mezinha para todos os males é apenas a mais recente manifestação desta doença cognitiva que o confunde desejos com realidade. Ora a realidade é muito mais dura e intratável do que os desejos. Até porque o crescimento não é apenas uma químera portuguesa, está a tornar-se num problema em todo o mundo desenvolvido”. Bem visto!  
n LUISA MELLO   24.03.2013
(Quase simultaneamente, vi este mesmo título em artigo Daniel de Oliveira, no “Expresso”. O meu já estava escrito e assim fica).

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