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A oposição anda a dormir?

por José Neves em Abril 23,2013

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Estão já no horizonte as eleições autárquicas, mas a oposição à política PS da “praça do município” parece ainda não ter acordado deste interregno (?) de oito anos, desde que foi derrotada, em dois sufrágios consecutivos.
Sendo a democracia um regime político, por excelência, de alternância de poder e, nessa via,  criadora de dinâmicas novas na vida dos cidadãos, apresentando e procurando sempre outras metas e outros objectivos, é indispensável que não seja  só à “boca das urnas” a apresentação, pelos candidatos, dos seus programas e propostas   políticas .
Águeda não é um pequeno concelho e muito menos uma autarquia qualquer, no quadro da região e fora dela.
Da indústria ao comércio, da serra à planície, soube o povo de Águeda escrever uma história, levantar uma bandeira e consolidar uma comunidade que diariamente se esforça por vencer a adversidade e continuar em frente!
Também por tudo isto é importante que o poder local se aproxime sempre mais da sua gente e,  em tempo de pré-campanha eleitoral, faça um sereno debate público.
Um debate sobre o “deve e haver” da acção política, do que foi concretizado e daquilo que ficou para trás, embora prometido, quantas vezes, no calor do palanque comicieiro e publicitado em folhas de vento e propaganda.
Das eólicas de Agadão à barragem da Redonda, do gimnodesportivo do Recreio ao Centro Coordenador de Transportes, da via rápida para Aveiro ao Centro de Artes, do turismo da zona serrana à pista de remo  da pateira de Ois/Espinhel/Fermentelos, muita coisa ficou por fazer e  os 351 milhões de euros, o total em 8 anos de orçamentos camarários, não chegaram até essas obras!
De tudo isto, a oposição também tem culpas no cartório, por omissão, conivência ou distracção política.
É, assim, chegada a hora de se ir chegando “à frente”, explicando aos aguedenses que alternativas tem para o concelho e como as pretende levar a cabo. Caso contrário, vai ser difícil subir de divisão!
Não é, Beatriz? - JNS

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