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O povo que, por sua vontade, de Almeida Roque fez seu comendador - o Comendador do Povo! -, imortali-zou-o para sempre e não o endeusou, ou deslumbrou. Fez-lhe justiça. Tornou-o intemporal na memória de Águeda e do mundo. 1 - António Soares de Almeida Roque fez fortuna, numa vida galgada de mais de 80 anos de trabalho, de muitos sacrifícios e tempos mal-dormidos. Fez fortuna mas multiplicou-a, sempre, porém, a dividindo por quem mais precisa - pelas pessoas e instituições, pela cultura, a solidariedade social e a educação. Partilhou o que soube afortunar, pela sociedade que tantas vezes é ingrata e desatenta, vulgar, invejosa e indiferente, pouco sensível. 2 - O povo, quando de Almeida Roque o fez seu Comendador, estava muito à frente de Governos que endeusam uns quaisquer e de gente menor fazem heróis. O povo foi sábio e justo, para com um dos seus maiores e melhores. 3 - A Fundação Família Almeida Roque, que Águeda e o mundo conheceram a 22 de Março de 2013, imortaliza um homem que, por generosidade, por sensibilidade e sentido de partilha, carreou para o seu povo uma fortuna enorme - que vale muito mais, mesmo muito mais, que os 2,5 milhões de euros e terrenos que lhe darão corpo. 4 -Águeda deve estar grata a Almeida Roque! A sua mulher, D. Delfina Tavares, e toda a família - que ele bem lembrou na tarde criadora da fundação. Almeida Roque, com este gesto nobre, celebrou nela a alma partilhante e filantrópica, o coração generoso, a ideia construtora e as obras que imortalizam os grandes homens. 5 - Águeda passa a ter um parque enpresarial devidamente estruturado. De um, andámos todos nós à espera desde os anos 70. Chegou o do Casarão, obra da Câmara, que se espera ser o primeiro de outros que façam Águeda uma terra apetecível para os investidores. n CV
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