A polis
Noticias Relacionadas
No existem notcias relacionadas a este assunto
Era assim que, na Antiguidade Grega, se chamava à cidade, concentradora das actividades principais, raíz de leis e preceitos que permitiam a boa vivência em sociedade. Daí vem a palavra política. Dizia o velho Aristóteles que fazer política era a maneira de cuidar o melhor possível da cidade e dos seus habitantes. Hoje, com um mundo muito mais alargado, teremos de alargar também o conceito de cidade para o de comunidade, mas a ideia é a mesma. Se remontarmos a ela, diremos que a “polis” está lixada e o velho Aristóteles bem pode rebolar-se no túmulo. Principalmente na também velha Europa onde, de um modo geral, os políticos não passam, de maneira nenhuma, por bons cuidadores dos seus cidadãos... No nosso Portugal, passam até por fazer todos os males possíveis - uma coisa que até era cara a Maquiavel, falando do seu príncipe... - principalmente os que ousam propôr--se às cadeiras do poder, que são os sítios para onde mais fácilmente se atiram as pedras. No mesmo sentido, como se costuma dizer, ninguém é profeta na sua terra e até, se não me engano, o envangelista Lucas, pôs na boca de Cristo um conceito semelhante. Isto, a propósito da grande manifestação que uniu várias das nossas “polis” no dia 2 deste mês de Março. Que não foi tão grande como eu previa, mas foi, inegavelmente, muito bem organizada e sem prejuízos humanos, ou materiais, o que me leva a felicitar os seus promotores. E não é por ser pensionista da função pública!... É que levar para a rua tanta gente, sem descomandos, é saber conduzir gente civilizada. Ainda por cima, com uma canção icónica nas bocas em protesto. Boas imagens para passar lá fora. Oxalá as “girafas” da Troika, sabiamente bem resguardadas, se tenham apercebido da totalidade do acontecimento, que a tão propalada e só em parte insensibilidade do governo, tem sido por esses “guardiões do templo” bem fomentada... Por isso, também eu sempre que vou à Caixa Geral de Depósitos levantar os “restos mortais” da minha pensão, me farto de mandar lixar, principalmente a Troika. Só que, perante a minha própria indignação, pergunto sempre: e QUEM foi que a cá chamou? E PORQUÊ? E o que teria acontecido se não tivesse vindo?!... n LUÍSA MELO - 5-3-2013
n EM TEMPO: A morte de Chávez acabou por acontecer. De lamentar, num homem tão novo e tão cheio de entusiasmo. Pelo que me é dado observar, deve ter sido o governante ideal para uma enorme fatia da população mais desamparada, que está no seu direito de, à boa maneira soviética, querer, nos seus restos mortais, perpectuar o culto da personalidade. Muito típico também da América Latina. n LM
947 vezes lido
|