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Congresso da região para “inglês ver”!

por José Neves em Maro 20,2013

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A Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA) e o presidente Ribau Esteves, realizaram a 14 e 15 de Março, a 2ª. edição do seu “congresso“, na capital do distrito.
“O futuro de Aveiro e os investimentos estruturais” foram  os temas em análise, pela voz dos habituais oradores do sistema político do Baixo Vouga e que também são, como sabemos, administradores de empresas públicas, Associações de Municípios e da própria Universidade de Aveiro - esta, parceira e beneficiária de estudos e projectos, no âmbito de apoios comunitários e destinados à região.
Desde os tempos de Salazar-Caetano, Aveiro tem história e tradição na realização de Congressos de particular importância e consequência políticas - que ainda hoje são exemplo do que deve ser o debate popular e  a participação dos cidadãos, na definição dos caminhos da democracia e na acção dos seus órgãos de poder local.
Confinada a Aveiro e a meia dúzia de oradores institucionais, que simultâneamente auferem vencimentos privilegiados, na administração pública local e nacional , o formato deste 2º. Congresso da CIRA  mais pareceu ser,  já com as eleições autárquicas no horizonte, um palco de lançamento de recandidaturas  e “marcação à zona”, no que respeita aos cargos milionários  que as comunidades intermunicipais darão, a curto prazo!
Este “2º congresso” não passou de um encontro dos que vivem bem e à conta do “establishment” da CIRA: não há lá vozes discordantes, os cidadãos e utentes continuam a pagar os mais elevados escalões nas factura da água, saneamento, luz, portagens e o anfitrião Ribau Esteves, mais uma vez, viu   consolidada a sua influência, enquanto “patrão” da CIRA e na distribuição das verbas que mais convêm ao “seu” litoral.
“ Apostar no território e envolver os cidadãos”, era um slogan deste encontro aveirense. Infelizmente não se descortina, aqui,  nem uma coisa, nem outra: cada vez mais é maior o fosso entre os eleitores e os eleitos e cada vez mais a política se afasta do seu papel e razão de ser -  o de estar próxima, presente e solidária com os cidadãos.
E, continuando a seguir este caminho, aonde iremos parar, Beatriz? n JNS.

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