Os do fim do mundo
Noticias Relacionadas
No existem notcias relacionadas a este assunto
Nestes últimos tempos, têm acontecido as coisas mais extraordinárias e todas como as cerejas: umas atrás das outras. Foi o raio que caíu num dos pára-raios do Vaticano, pouco depois de Bento XVI ter anunciado a sua resignação ao pesado fardo de que a Igreja o tinha investido há cerca de sete anos - o que, ao que ouvi, já se não passava nos últimos 600 anos. Foi o meteorito que caiu lá para os confins da Rússia, com os prejuízos humanos e materiais que se verificaram, fora o susto de estarrecer dos que o levaram por cima e até dos que só fisicamente se puderam sentir a salvo. Sabe-se que o raio, o meterorito, as pragas da filoxera não caem sempre no mesmo lado, pelo que estamos sujeitos… Foram as mães a suicidarem-se, sem não antes obrigarem os filhos a fazer “o mesmo”. Foram as notícias do falecimento do Hugo Chávez e o seu reaparecimento via TVs, deitado na cama, sim, mas de largo sorriso naquele rosto tão peculiar. Por mim, que Deus o conserve, que não tenho que levar com ele! Acho eu que, com este mundo a enlouquecer acelaradamente, nunca se sabe. Agora, o fim do mundo em cuecas - durante muito tempo ouvi dizer assim e não era só no Carnaval, o que teria a sua lógica... - foi a reacção verbalizada do nosso ex-Secretário de Estado da Cultura à ideia dos bufos à porta de qualquer superfície comercial “mascarados” de pides, a exigirem dos consumidores os talões de recibo do consumo acabado de realizar. Com mil perdões pela ordinarice, devo dizer que a originalidade da resposta do ex-Secretário de Estado da Cultura foi precisamente a coragem de a verbalizar. Pensar nos mesmos termos, deve ter ocorrido a muita gente, mesmo educadíssima… Sempre me pareceu que Francisco José Viegas havia sido um erro de casting deste governo. Não por falta de competência, de cultura, de boa presença - longe disso! - mas precisamente por aquela saudável irreverência que se não compadece com ideias de jerico. Ei-lo no seu melhor! Para os mais deprimidos, foi mais eficaz que um ou dois meses de Prozac. Para mim, que não uso a substância mas tenho dias em que provavelmnente não seria má ideia, ainda agora me estou a rir, que não há nada que mais alivie as neuras persistentes ou caducas.
* AINDA A TEMPO: Das coisas esquisitas atrás alavancadas, esqueceu-me aquele horrendo temporal de vento, que varreu o país de lés a lés, mas que, graças a Deus, não tendo feito prejuízos humanos, teve pelo menos o “mérito” de poupar várias autarquias ao abate de árvores.
997 vezes lido
|