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Nem bom vento, nem bom casamento

por Nelson Leal em Maro 13,2013

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As máquinas e os caterpilars já andam por aí. Naquele frenesim costumeiro.
As estradas e os caminhos vão-se esburacando, o trânsito entupindo, as sinalizações incomodando e as canalizações, aos poucos, vão esventrando o interior das terras. O saneamento básico veio para ficar, com um atraso de dois anos, mas compreende-se, é ano eleitoral e convém que as verbas se libertem na hora certa.
Passados estes quatro anos, muita coisa mudou. Águeda alindou-se, vestiu-se da seda mais pura, com outras roupas, mais leves e coloridas e as baínhas foram bordadas com o azul do rio. Até parece mais jovem. Mas está anémica, está deprimida e vazia.
Os ventos que vêem do sul são secos, são desérticos e matam tudo. As lojas fenecem, os apartamentos esvaziam-se e os jovens desertam. O futuro emigra como nunca. Nadais ainda rema, incansável, contra a maré, em contraciclo, mas a anemia resiste e ameaça leucemia. Sem uma rápida transfusão de sangue, Águeda desaparece.
O Parque Empresarial do Casarão é uma promessa.
Esboçam-se redes de infraestruturas, abastecimento de águas, drenagem de águas residuais e a prometida infraestruturação daquela zona industrial já está embrulhada em papel de celofane. Só lhe faltam os caracóis coloridos que todas as prendas merecem. E esperam-se investimentos, que tardam em vir. E os clientes? Onde estão? Como encontrá-los nesta desgraça encomendada pelos novos senhores?
O concelho é a cidade e o resto é paisagem. Uma paisagem sem interesse turístico, com as zonas serranas votadas ao abandono. Uma paisagem ameaçada pelas leis cegas da reforma administrativa, recozinhada internamente pela gula de interesses partidários, sem critério e sem princípio. E é nesta paisagem desoladora, ameaçada pelo tsunami da contestação, que o PSD decidiu juntar os seus destinos aos destinos incertos do CDS.
Apesar desta imensa onda de descontentamento que cresce, montanhosa, pelo país. Decidiram surfar na onda, à conta da aritmética eleitoral, quando se exigiam conhecimentos de trigonometria e de cinética. Pensando que 1+1 são 2, irão perceber, tarde demais, que, às vezes, os sinais são contrários e anulam as somas.
Pensando uns que o exemplo do governo central pode ser vantajoso e outros, julgando que, por se porem em bicos de pés, se tornarão maiores.
E é pena! Porque a democracia local fica mais pobre e porque mais pobres se tornam as alternativas. Esta onda irá submergir os dois partidos, num splash retumbante, retirando capacidade de afirmação ao CDS e inutilizando valores e competências, que os tem, e projectos próprios, que os deveria ter.
A beleza de um jardim, está na variedade das suas flores. É pena que este jardim seja tão pobre. NL
(Candidato da CDU à presidência da Câmara, em 2009)

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