Águeda: Apelo à paz sem desculpas na Assembleia Municipal
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A primeira sessão do ano da Assembleia Municipal foi consumida, em grande parte, pelo diferendo que opõe a Câmara Municipal à Junta de Freguesia de Agadão, motivado por uma carta remetida por António Farias do Santos ao Primeiro Ministro.
Paulo Matos (PSD), lançou um apelo ao entendimento, já a sessão se aproximava das duas horas da madrugada, mas não foi bem sucedido na sua intenção, com o presidente da Junta de Freguesia de Agadão a entender que não devia nenhum pedido de desculpas ao executivo. “Não foi a Câmara que iniciou qualquer conflito, mas estamos abertos a soluções, não nos fechamos”, referiu o presidente do município, dando a entender que o diferendo podia (pode) ser solucionado com um pedido de desculpas de António Farias dos Santos, que, ao longo da sessão, nunca deu mostras de o querer fazer. O presidente da Freguesia de Agadão, de resto, apresentou uma extensa listagem do que disse serem “algumas discriminações feitas à freguesia” e acusou Gil Nadais de o estar a “humilhar”, de não respeitar “os 43,2% da população que votou nele” e de “abuso de poder”. A postura do executivo socialista foi duramente criticada por Alberto Marques, Joana Santos, Nair Barreto e José M. Oliveira (PSD) e até José Marques Vidal (PS) se manifestou contra a atitude de Gil Nadais: “Em termos políticos, eu não o faria assim, mas é uma opção do presidente da Câmara”, disse o eleito socialista. “Isto não se trata de um problema pessoal. É um problema institucional, porque a mim só me ofende quem eu quero”, observou Gil Nadais, reforçando que “quem causou o problema é que o pode resolver” e que “se considera (referindo-se a António Farias) que o que escreveu na carta está correcto, a Câmara não pode modificar a sua posição”.
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