O canal secundário do rio Águeda
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Palavras leva-as o vento, ainda mais nos tempos políticos que correm, marejados de espuma partidária e onde o voto é quase sempre o objectivo a atingir. Mas quando a palavra é escrita, passa a rotativa e é dada à estampa nas bancas, já não é possível varrê-la na borracha, ou branqueá-la com uma esponja. As páginas dos jornais são, assim, testemunhas de um tempo e de uma história que vale sempre a pena revisitar, abrindo o arquivo, esclarecendo dúvidas e avivando a memória colectiva! A 21 de Maio de 2009, Soberania do Povo dava conta aos leitores da conferência de imprensa sobre as obras do rio Águeda, realizada pelo presidente da Câmara, Gil Nadais, vice Jorge Almeida e o vereador João Clemente, onde se anunciava: “A Câmara chegou a acordo com o Ministério do Ambiente, para a realização das obras do rio e que vão minimizar os efeitos das cheias”, acrescentando ainda o líder da autarquia “ter já assinado o contrato com a empresa que vai construir o açude, uma vez que já se obteve o visto do Tribunal de Contas”. “Gostávamos de ter começado esta obra… no mês passado”, concluiram! Passados quatro anos desta “certeza política”, a obra do canal secundário na várzea do rio Águeda está por fazer e a baixa da cidade continua vulnerável ao temporal. Contra factos não há argumentos e seria mais prudente que a política, entre nós e no futuro, se habituasse à máxima de S. Tomé: “Ver para acreditar”! Oxalá a obra se faça e a próxima cheia por ela transite em harmonia e, em paz, siga o seu caminho, até no vasto mar desaguar! A esperança é a última coisa a morrer, Beatriz! n JNS
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