Águeda: Jornal, Soberania do Povo, plural e aberto
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António de Almeida e Silva, na entrada no ano 135 do semanário mais antigo de Portugal, lembrou “todos aqueles que deram o seu melhor a esta causa, permitindo que a Soberania chegasse até aos dias de hoje”. “Foram autênticos heróis!”, sublinhou.
O presidente do conselho de administração e director SP aludiu ao contributo que deram no engrandecimento deste semanário, até o transformarem num ícone da nossa sociedade”, e lembrou que “nem sempre foi fácil levar o barco a bom porto”. Referiu-se ao “agravamento económico que o país atravessa” e considerou que “a publicidade cai em quantidade e em preço, enquanto os CTT sobem os custos dos portes e o Estado, numa atitude cega, reduz o auxílio à distribuição”. O director SP, apesar dos tempos difíceis gerados pela crise, asseverou que “não será esta geração a desmerecer do respeito alcançado pelos que nos antecederam e o jornal Soberania do Povo estará todas as semanas em casa dos seus leitores”. Relevou, depois, “a dedicação e dignidade” dos colaboradores SP e reconheceu “a importância que têm os correspondentes, que, semana a semana, utilizam uma parte do seu tempo a catar e a organizar as notícias das suas freguesias”. Jaime Cristo e Wilson Abrantes, correspondentes em Aguada de Cima e Barrô, respectivamente, foram novamente distinguidos como “campeões da assiduidade”. Aos “cronistas e colaboradores da área desportiva” foi manifestado “o mesmo sentimento de gratidão”.
Jornal de todos
“Queremos um jornal plural e aberto a todos, independentemente dos extratos sociais em que se encontrem, das confissões religiosas que professem, das cores que defendem ou das correntes políticas que perseguem”, explanou António Almeida e Silva, que sublinhou “a perseverança e regularidade dos assinantes, por lerem e pagarem a tempo e horas as suas assinaturas”. A presença de mais de centena e meia de pessoas no jantar comemorativo de entrada nos 135 anos SP, motivou, de António Almeida e Silva, “um cumprimento de amizade e do tamanho do mundo, ao Comendador Almeida Roque, um mestre na minha vida”, e “a todos os órgãos sociais da Soberania, com destaque para aqueles que exerceram o cargo de director - José Neves dos Santos, Jorge Madeira, Olávio Sereno, Vitor Mangerão, e Horácio Marçal - e ao meu antecessor na administração, Carlos Albano Abrantes, por quem nutro uma profunda admiração e respeito”, disse António A. Silva.
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