Ricos e pobres
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Que diacho é este palavrão de “ir aos mercados” e que é que isso tem a ver com a melhoria da vida dos portugueses? Ficamos baralhados, porque uns dizem que deste modo já há uma luzinha ao fundo do túnel, finalmente, e outros afirmam que é apenas engenharia financeira, que só substituem uma dívida por outra. Porque não explicam em linguagem que todos entendam, que “ ir aos mercados” significa voltar a ter Crédito, ter empréstimos normais, sobretudo da banca internacional, não precisando assim de estender a mão de pedintes?! Os empréstimos antigos vão vencendo e temos que os pagar. Como não temos dinheiro, pedimos novo empréstimo. Ora, se não nos emprestam… Já sabemos o que acontece: resta-nos bater humildemente e envergonhadamente, à porta dos amigos e familiares, pedindo que nos salvem da falência. Estes (no caso a família da União Europeia, essencialmente) ajudam, até a taxas mais baixas, mas exigem que equilibremos as contas, para sairmos do “vermelho” e os bancos (o dito “mercado”) possam voltar a emprestar. Passam a mandar mais do que nós nas nossas contas, a obrigar a cortar nos benefícios que temos, nos salários, nos investimentos, etc.. E temos que aceitar, compreender e agradecer – como pessoas de bem que somos. Esta “canga” pesa e de que maneira! “Ir aos mercados” significa tirarem-nos esta “canga”. Pedir mais empréstimo à “família” significa “nova canga”, ainda mais pesada. Expliquem com palavras simples e claras, que o povo português de burro não tem nada e se calhar sabe isto melhor que alguns “bem falantes” do Terreiro do Paço! !
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