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8768

por Celestino Viegas em Janeiro 30,2013

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Os assaltos repetem-se, nalguns dos casos à razão da fome que leveda nos lares portugueses. Já se rouba para comer e aumentam as famílias que se socorrem de instituições sociais para “pôr” a mesa.
1 - O Estado Social cresceu em excesso e já não tem resposta suficiente para os casos emergentes: de fome, de saúde, de educação. Há escolas que abrem cantinas em períodos de férias para matar a fome a algums dos seus alunos. Há farmácias que vendem a fiado - ou já não vendem, porque o doente não pode comprar. Há alunos a abandonar as escolas superiores.
2 - Há gente a mais, que “come” o que não deve (nem se justifica) e sobram os que precisam e não têm como sobreviver. Devia ser estes os apoiados, não os aqueloutros que se acomodam e não fazem nada, não produzem, nem querem trabalho.
3 -  As instituições vão fazendo o que podem, avaliando os casos que lhes chegam. Mas nem sempre dispondo de informação suficiente e criteriosa. Há gente que, alimentando ociosidades e oportunismos, ilude quem pode e come à conta da generosidade de quem, por profissão ou voluntariamente, se dá em partilha com os seus problemas.
4 - Um madeireiro de 49 anos foi preso, por violar uma mulher de 78. Vivia sozinha, sem segurança, indefesa e entregue ao seu destino. Procurou-a um algoz, escondido na serra que o protegeu, numa madrugada de Janeiro, para praticar a infâme violação. O que fará a justiça a um homem destes? * CV


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