header Incio | Pgina inicial | Adicionar aos favoritos |
Pesquisar Jornal   Pesquisa Avanada »
Seces
Arquivo
2 3 4 5 6 Sab Dom
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930

Notcias no seu Email
Subscrever Newsletter

Votao: Férias
Onde pensa passar férias em 2014?
Portugal
Estrangeiro
Não vou tirar férias
Resultados de votao | Votaes antigas


email Recomendar a um amigo | print Imprimir |

A caminho do abismo

por Nelson Leal em Janeiro 23,2013

image
Apetece-me citar Nietzche, quando olho para o Primeiro-Ministro: “Há homens que já nascem póstumos”. Um nado-morto que se julga vivo. Cego pelas luzes da ribalta.
Soubemos, agora, que a recessão irá ser o dobro da que foi orçamentalmente acautelada. Ficará pelos 2%? Hmmm…. Soubemos agora, que o Banco de Portugal prevê mais 90 mil desempregados para 2013. Só? Também os seus oráculos, que ouvem vozes do Além, asseguram que as exportações entrarão numa fase mais turbulenta, tendo em conta que os nossos grandes importadores espanhóis e italianos, à beira do resgate e de cortes substanciais na despesa,
irão reduzir as compras e o Banco Mundial prevê que 2013 será, também, para os países emergentes, um ano
para esquecer.
Já sabemos, também, que estes Merlins de trazer por casa se preparam para um colossal corte de 4 mil milhões na despesa do Estado. Ou seja, com o rendimento disponível das famílias à beira do colapso, agravado por este napalm fiscal, com a espiral recessiva e próciclica promovida por este governo e com os resultados macroeconómicos que se preveem, só nos resta perguntar: o que mais nos irá acontecer?
Jean Monnet disse um dia: “Os homens só agem em estado de necessidade e só reconhecem a necessidade em momentos de crise”. Esperemos para ver.
Está provado que esta politica está errada e nos está a levar ao abismo. Eles, em vez de mudar de política dizem: Não há outro caminho! E avançam com números, dizem que a balança de transações correntes está equilibrada, pela primeira vez de há muito a esta parte. Patético! Está equilibrada, porque deixámos de consumir e, deixando de consumir, aumentámos o desequilíbrio das contas públicas (dívida que já atinge quase 120%) e o déficite orçamental (rareiam as receitas fiscais…).
Dizem que os juros estão mais baratos, mas esquecem-se que isso se deve à criação do FEEF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira), que jorrou créditos a rodos sobre os bancos, que os juros gregos ainda baixaram mais e que as tranches que a troika liberta, servem apenas para pagar os juros. Passos Coelho mais não é do que um pequeno gauleiter ao serviço de Merkel. Na lógica da pesada herança e da vontade soberana do credor. Mas George Soros, um dos magnatas da alta finança, franze o rosto, desconfiado. Diz ele: “Como principal credor, a Alemanha pôde ditar os termos de assistência financeira, que eram punitivos e empurraram os países devedores para a insolvência. Entretanto, beneficiou da crise do euro, que baixou a taxa de câmbio e impulsionou mais a sua competitividade”.
Mas os ditames da ideologia reacionária e ultraliberal de Passos são um colete de forças para a autonomia e para a defesa do interesse nacional.
Uma sondagem recente, concluiu que 96% dos portugueses não acredita nos políticos. Ou seja, vivemos numa farsa democrática. A democracia não está doente, está morta e putrefacta e o seu cadáver ameaça, seriamente, a saúde pública. É preciso enterrar este cadáver e fumigar todos estes parasitas necrófagos que ainda se alimentam deste cadáver. É preciso um sobressalto cívico, para que germinem outras sementes de liberdade e de democracia.  n NL

926 vezes lido

Gostou deste artigo?

1 2 3 4 5 (total 0 votos)
Os artigos mais lidos
Os artigos mais divulgados