Postal da Semana: O Cubano
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O rapaz cubano a trabalhar num restaurante do Porto, explicou-me o que é ser traba-lhador no estrangeiro: todos os meses paga ao governo de Cuba o equivalente a um salário dum licenciado no seu país (300 euros por ano). Naquele país, a educação é completamente gratuita, nenhuma criança pode faltar à escola e só aos 16 anos lhe é atribuído o equivalente ao Cartão de Cidadão, com o qual pode já desempenhar uma profissão. A saúde é completamente gratuita e tem ainda outros benefícios como aconselhamento jurídico também gratuito. Portanto, estamos perante um Estado que de facto, investe nos seus cidadãos. Mesmo que uma maioria seja pobre, não vivem em estado de miséria. Até os “vulgares arrumadores”, que dessa forma pedincham nas nossas cidades, são ali “parqueadores estatais” com direito a salário! Um outro facto a merecer uma palavra: o cidadão cubano que emigra, não anda “por aí” a mendigar ou a roubar para sobreviver. O seu país sente-se responsável por ele e acompanha-o: todos os três meses, tem que se apresentar à Embaixada para comprovar que tem trabalho e meios de subsistência. Por tudo isto, é interessante e talvez correto que o cidadão que quer e consegue trabalho no estrangeiro, pague uma contribuição para o seu país. Alguém me lembrou: “se o governo português fizesse o mesmo, tínhamos uma enorme fonte de receita!” Se com esse valor recolhido, o mesmo garantisse ensino e saúde de facto gratuitos, acredito que quem trabalha no estrangeiro concordasse em pagar uma contribuição!
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