A Assembleia Municipal de Águeda aprovou, por maioria, as Grandes Opções do Plano e Orçamento (GOPO) para 2013, na sessão de 28 de Dezembro de 2012.
“2013 é um ano desafiante, porque há um conjunto de obras que nos vai dar grandes problemas, como o saneamento (está prevista a execução de 96 quilómetros de rede), e precisamos de estar muito atentos para o que se vai passar socialmente, porque queremos actuar na primeira hora e evitar que haja casos de fome“, referiu Gil Nadais, presidente do município, depois das inúmeras intervenções dos membros da Assembleia Municipal.
O Grupo Municipal do PSD subscreveu a declaração de voto dos seus vereadores no executivo municipal - de que demos conta na edição de 27 de Dezembro - e considerou que se trata de uma proposta de “continuidade“ (Alberto Marques) e de um “orçamento generalista“ (Joana Santos), sem que houvesse espaço para colocar em prática o “orçamento participativo“ ou fosse criado “um verdadeiro fundo municipal de emergência social“ (Nair Barreto).
Agadão fora das transferências
O facto da freguesia de Agadão ter sido colocada de fora do mapa das transferências de competências, causou muitas críticas por parte da bancada do PSD, com José Manuel Oliveira a considerar a atitude “lamentável“ e a considerar que Gil Nadais “não pode fazer o que quer e lhe apetece“ e que esta posição “passou todos os limites“.
“O presidente da Junta de Freguesia de Agadão, com conhecimento, soubemos depois, de todo o seu executivo, escreveu uma carta ao Primeiro-Ministro em que só não nos chama santos, de resto chama-nos tudo e coloca até em causa a nossa legitimidade“, desvendou Gil Nadais, para justificar a continuidade de “um relacionamento mínimo ao nível do funcionamento das instituições democráticas“.
PSD votou contra
As GOPO de 2013 prevêm uma receita e uma despesa totais de 42.981.978,56 euros.
Aprovação do documento teve 24 votos a favor (PS, CDS-PP e independentes), sete contra (Nair Barreto, Joana Santos, Marlene Gaio, José Manuel Oliveira, Alberto Marques, Sandra Oliveira e Luís Henriques, todos do PSD) e cinco abstenções (PSD e CDS-PP).
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