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Águeda: Câmara e VIASUBRIA com relações suspeitas
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António Martins, representante da Assembleia Municipal (AM) de Águeda na Comissão de Controlo do Plano de Gestão de Riscos de Corrupção e Infracções Conexas, pretende que o presidente Gil Nadais esclareça as relações da autarquia com a empresa Viasubria, da Borralha.
O eleito do CDS-PP, que, em Outubro de 2010, tinha acusado Gil Nadais de “mentir sobre este assunto” - motivando que o presidente da Câmara o ameaçasse com participação judicial -, entende que “a Assembleia deveria solicitar o esclarecimento cabal desta situação, ou, em última análise, não o querendo fazer, seria no mínimo coerente solicitar às autoridades competentes que apurem o estranho facto de uma empresa se constituir para prestar serviços exclusivos ao município”. A proposta consta do relatório de 2011 da auditoria efectuada no âmbito do plano de gestão de riscos de corrupção e infracções conexas, realizada em 9 de Julho e 22 e 24 de Agosto deste ano, e dada a conhecer na última reunião do executivo, a 20 de Dezembro. “Apesar do serviço ser prestado e facturado mensalmente, a numeração documental é sequencial. Isto é, os descritivos são sempre os mesmos, sendo a única variável o número do documento e o do mês seguinte é sempre o número imediatamente superior ao do mês anterior!”, constatou António Martins. “Outra estranha curiosidade é a de que a empresa também controla a execução, ou não, dos protocolos da Câmara com as Juntas de Freguesia, o que a transforma num fiscal da actividade dos presidentes de Junta!”, acrescentou o eleito dos centristas. A Viasubria é uma empresa para a qual presta serviço o presidente da Junta de Freguesia da Borralha, Jorge Mendes, e com a qual foi assinado, em Abril de 2010, um contrato de prestação de serviços no montante de 70.200 euros, por três anos, o que resulta num montante mensal de 1.950 euros, acrescidos de IVA, equivalente a 2.398,50 por mês. A auditoria debruçou-se sobre vários processos, na grande maioria aleatórios, ainda que noutros tenha sido motivada pelo tipo de documentação disponível, valores e empresas envolvidos, falta de descrição dos serviços prestados ou dos bens transaccionados, montantes elevados, deslocações não especificadas e estranhos e curiosos nomes de fornecedores.
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