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8762

por Celestino Viegas em Dezembro 19,2012

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O NATAL bate-nos a porta, com a timidez de quem não tem coisa para dar: o país empobrece, lojas e empresas fecham e o povo já não tem contas para fazer. Fê-las todas e (quase) todas dão resultados negativos. Não é este o Natal com que sonha(ra)m as crianças e muito menos aquele que os adultos gostariam de ter, para dar e partilhar.
1 - O país empobreceu e não há compras para fazer. Há contas a pagar. As famílias e as empresas entra(ra)m em insolvência, há gente de Águeda a passar fome, sem poder ir à farmácia e deixando de ir ao médico. Sem poder pagar prestações da casa, do automóvel e de muitas outras coisas que a sociedade de consumo lhe impingiu. Não tem dinheiro, não pode pagar o que precisa para a sobrevivência minimamente digna.   
2 - A catadupa de anúncios governamentais, sobre isto e sobre tudo, baralha os portugueses - que não têm como e em quem acreditar. No governo, ou na gente das oposições.
3 - O desemprego cresce e, por via disso, aumentam as dificuldades das famílias. Há delas, que deixaram de poder manter os filhos em universidades. Outras, que recorrem a instituições públicas e privadas para matar a forme e ter agasalho, o medicamento ou alguma ajuda financeira.
4 - Não foi este o Natal sonhado para 2012. Mas acreditemos no Natal! n CV

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