A próxima Câmara
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As eleições autárquicas estão à porta, são já no próximo ano, e o país assiste hoje a movimentações de cúpulas partidárias, quanto à escolha dos candidatos. Águeda não foge à regra e os órgãos políticos locais (PS, PSD e CDS) agendaram reuniões preparatórias, a fim de se debruçarem sobre o assunto. No meio deste frenesim que habitualmente por estas alturas se apodera da chamada “classe autárquica”, dos que são profissionais da política e dos que a isso aspiram, a pergunta que se justifica fazer ao cidadão comum é a de saber, afinal, o que espera ele desse escrutínio eleitoral e democrático, para a sua condição de vida, o seu dia a dia e o seu futuro? Ou, de outra maneira, será que esta democracia bateu no fundo, as promessas por cumprir foram tantas e logo esquecidas, e os munícipes em geral no país já desconfiam da importância, credibilidade e rejuvenescimento que este acto eleitoral autárquico, obrigatoriamente devia trazer à vida da nossa comunidade? Ainda, e finalmente, será que os autarcas viciaram os princípios e valores da alternância democrática e transformaram a sua acção política num jogo de campeonato tipo 1X2, afastando os eleitores da coisa pública, levando-os a desacreditar na moral do acto político e na desconfiança generalizada de quem o pratica? A próxima Câmara de Águeda vem aí! Oxalá que quem se apresente ao concelho não precise da política para viver, mas antes o faça de consciência limpa, conhecedor da realidade das (ainda) 20 freguesias e seja portador de um programa de esperança, exequível, capaz de mobilizar, congregar e vencer! E de vitórias, bem precisamos todos nós! Não achas, Beatriz? n JNS.
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