Um salto em frente
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A Assembleia Municipal de Águeda aprovou, finalmente, uma proposta de reorganização administrativa para as suas freguesias, indo ao encontro do compromisso político perante os credores externos (troika) e subscrito em nome de Portugal pelo PS, PSD e CDS. E se a redução para onze das vinte freguesias do concelho legitimamente provoca - e continuará a provocar - discussão, polémica e desencontro de opiniões, talvez valha a pena aproveitar a oportunidade do “problema” e analisar o estado concelhio, num balanço político despartidarizado, reflectindo sobre a acção política desenvolvida pela autarquia e seus autarcas e, acima de tudo, se o tempo e os recursos foram bem aproveitados, numa estratégia que contrariasse a desertificação da serra, potenciasse a indústria e o comércio e, sempre, puxando Águeda para cima no quadro da região. O novo arranjo das freguesias de Águeda, se concretizado até ao fim no processo legislativo na Assembleia da República, terá consequências, já nas eleições autárquicas do próximo ano e justificaria um debate mais profundo sobre a envolvência entre as comunidades que, por via administrativa e política, agora se juntam. Porque se dividir nem sempre é para “reinar”, importaria, num tempo em que se juntam freguesias, as novas forças em presença fossem mobilizadoras de uma outra alma, um novo e outro espírito, os problemas se resolvessem em Águeda e o povo do concelho desse um salto em frente. Um salto em frente para Águeda e que bem preciso era! Não é Beatriz?
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