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Miséria é o nosso futuro!

por António Silva em Outubro 30,2012

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Há mais de setenta anos que lutamos, todos os dias, pelo direito a uma vida economicamente decente e uma velhice tranquila. Tranquilidade que foi, por momentos, conseguida quando pensávamos que, ao partir para a marcha final, os que ficavam não teriam que passar pelas mesmas agruras que nós, quando enfrentámos dificuldades até à miséria, na incerteza de se, no dia seguinte, resistiríamos aos rigores do tempo ou às exigências do estômago.   
Em resultado de um rigoroso sacrifício e dedicação às causas que abraçámos ao longo do tempo, desenharam-se no horizonte boas perspectivas de vitória, reforçadas pela revolução dos cravos que davam ao País uma lufada de ar fresco e reforçavam a esperança dos portugueses mais carenciados.
Entusiasmados com a nova filosofia de governo, aceitámos de bom grado as exigências que as obrigações sociais nos impunham e que, diziam os senhores do poder revolucionário nas suas homilias políticas, garantiam aos cidadãos mais desprotegidos um fim bem mais digno.
Habituados a acreditar na dignidade de quem está no topo de pirâmide da governação, confiámos aos “tratantes” todas as migalhas angariadas com suor e lágrimas, pensando que era palavra séria de gente séria, mas eis que, foi pura ilusão:
Os charlatões venderam-nos o direito à di-gnidade sem sobressaltos numa fase da vida em que pouco mais temos a esperar, mas,  num momento, roubam-nos todas as esperanças de acesso ao ensino, ao trabalho e até à saúde e aos medicamentos, porque morrer depressa, dá menos despesas!
Eles são os carismáticos burlões que, pela calada da noite, batem à porta de mansinho, vendem-nos ilusões e levam-nos a carteira, a dignidade e até a vida.
Prometeram aos jovens um futuro bem mais risonho e tranquilo do que aquele que tinham tido os pais e avós, meio século antes, mas agora, demonstrando confrangedora insensibilidade e total incapacidade de criar condições na sua terra, mandam-nos emigrar porque aqui não têm futuro. É a frustração completa recordar e a recordação dos anos sessenta quando se passava a fronteira a salto.
A governação foi legalmente assaltada por uma horda de malfeitores, ao serviço da grande finança. Tão incompetentes quanto vaidosos, não vêem o sofrimento que estão a causar ao País real, enquanto os banqueiros asfixiam a economia para, num despudor completo, anunciarem lucros de milhões espoliados ao País que sofre!
O erário público que herdaram foi delapidado com gastos sem conta nem medida e, quando as reservas se acabaram, fizeram dívidas que vão chegar aos nossos tetranetos. Este tempo vai ficar como o período mais negro da nossa história recente: É um tempo de paz que nos traz à memória as dificuldades da guerra!
A imbecilidade instalou-se nos corredores do poder e assim se goraram as expectativas, se destruíram as esperanças e se atirou um povo inteiro para as raias da miséria e com o futuro ameaçado.
E ainda há uns fantoches que, na esperança de chegar ao gamelo do poder, apoiam incondicionalmente, esta corja de corruptos e mentirosos que ficavam muito bem na cadeia: Eles não governam, descaradamente, eles roubam o povo!
Roubam através do IRS (Imposto sobre o Rendimento de pessoas Singulares), IRC (Imposto sobre o Rendimento de pessoas Coletivas), Derrama, IVA (Imposto de Valor Acrescentado), IS (Imposto do Selo também sobre o património), IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis), IMT (Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis), IS (Imposto do Selo também sobre a despesa), IABA (Imposto sobre o Álcool e as Bebidas Alcoólicas), ISP (Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos e energéticos), IT (Imposto sobre o Tabaco), ISV (Imposto Sobre Veículos), IUC (Imposto Único de Circulação).
E vem aí mais!
Por onde andará a Maria da Fonte?
2012-10-30  -  a.silva

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